Porquê Rugby?

A minha grande curiosidade tem a capacidade de me mover e me leva a conhecer por diversas vezes coisas interessantes que podem se tornar importantes no meu dia-a-dia. E, foi por causa dela que conheci o Rugby, quando em uma matéria da faculdade com uma turma plural e alunos de diferentes cursos conheci uma praticante, com algumas marcas roxas na pele, que me convidou para assistir o treino.

Não custava nada, era dentro da própria faculdade, eu não precisaria ir longe e todo mundo tem o habito de comparar com futebol americano. Eu não conhecia nada de nenhum dos dois, sempre havia sido sedentaríssima apesar das tentativas dos profissionais de educação física escolar e há pouco tempo havia começado a frequentar academia e algum interesse por atividades começou a surgir, bem de leve.

No primeiro dia marcado não consegui ir, ficou para 15 dias depois e eu já estava ficando curiosa, mais. Quando chegou o dia de ir la conhecer, vesti uma calça de malha, uma blusa de frio e chamei uma amiga que frequentava a mesma matéria que eu para ir comigo. Coisa engraçada sair dos prédios de engenharia e exatas em direção a educação física, até o ar aparenta ficar mais leve. Vegetação, campos, pessoas caminhando, exercitando e conversando por todos os lados.

Chegamos próximo ao campo quando uma bola oval voou em nossa direção e logo depois surgiu minha amiga correndo atras. Estávamos no lugar certo, logo começaria o treino e apesar dos convites escolhemos apenas assistir o treino. Deu um tempinho, deu a hora de iniciar o treino e todos se encaminharam para o campo, uma imensidão de grama curtinha, e começaram uma correria.

O clima estava bom, parecia cansativo correr o campo tão extenso, mas bem libertados, não lembro de haver outra menina além da que havia me convidado, o que me deixou um pouco hesitante. Mas ainda assim me interessei bastante pelo treino e parecia divertido algumas rodas para trocas de passe, alguns pareciam brincadeiras como “corre-cotia’s” da vida e me vi doida para ir no próximo dia de treino para treinar.

E fui. Dai não quis parar mais. Dentro de um dois meses pedi que minha mãe comprasse uma chuteira e fiquei mais empolgada ainda com a sensação de correr de chuteira, parecia que só de vestir já adquiria habilidades. Fui adquirindo mais acessórios, meião, protetor bucal e camisa. No inicio, não entrava nas partidas ao final do treino nem pensar, assustadíssima com as possíveis colisões e choques.

Mas aos poucos fui contagiada pela sensação do “tackle” que é derrubar o adversário, que estiver de posse da bola, com a intenção de possibilitar o seu time a recuperar a posse. Aprendi a posição correta da cabeça, que sempre me causava confusão na hora da execução, a fechar os braços ao redor das pernas, não ter medo de cair, empurrar com trapézio e não soltar as pernas ao cair. Tanta coisa para pensar! Mas era completamente relaxante e envolvente esse aprendizado.

De inicio fiquei receosa, sem saber se presença de meninas, no meio do treino predominantemente masculino e sem nenhuma habilidade ao conhecimento a respeito do jogo não seria mal vista. Mas durante todos os treinos recebia instruções e dicas pacientemente e que não me fizeram me sentir como incomodo e cada vez mais eu me afeiçoava ao esporte.

Os nomes de posições scrum, line out, ruck e as regras são um desafio a parte. Demorei meses para parar de falar: aquele que cai no chão ou o que encaixa ombro a ombro. As posições dentro do jogo e suas funções demorou mais tempo ainda. E só no aquecimento, dando voltas no campo atras dos meninos e passando bola, já corríamos tanto que resolvi aprender a correr entrando na equipe de corrida que estava nascendo na minha academia.

Foi nesse panorama que me tornei adoradora de esportes, com o tempo de treino, tanto na academia, quanto no rugby, corrida, aulas de ginastica e musculação eu ia percebendo diversas vantagens. Comer depois de um treino puxado é uma atividade de um prazer incomensurável, sim que eu sou gulosa, mas fica muito melhor. O banho depois de suar e rolar no campo ou society suja é extremamente relaxante, desaconselhado para quem tem coisa a fazer depois, pois também torna a cama infinitamente tentadora. Até porque dormir também é sensacional depois de treinar muito e eu sou super do clube da insonia frequente.

E esse foi só o começo, tem mais lições, aprendizados e o espirito do rugby são também admiráveis, com o tempo de pratica descobri mais vantagens e aprendi muito. Provavelmente  posto sobre isso mais a frente pois é um desses vícios que dão orgulho de ter.

^^

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