Peter Pan em mim

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Quando somos crianças ansiamos frequentemente pela vida adulta, por não ter restrições de festas, fazer escolhas por conta própria e ser dono do próprio nariz. Ouvia sempre também que os adultos não percebem as pequenas coisas, são rabugentos e perdem o bom humor facilmente. Nunca simpatizei com a importância que dão as bebidas, ao cansaço e a necessidade de dinheiro, em geral, sempre me pareciam desculpas para a falta de disposição.

Hoje, com 24 anos, não sou independente financeiramente, tenho certa liberdade e, em geral, tenho muitas possibilidades de escolher. Meus pais sempre optaram por educar sem determinar ou interferir em nossas escolhas, mas mostrar possibilidades e consequências. Ou seja, desde cedo entregaram-nos a responsabilidade por nossas escolhas.A responsabilidade pesa e prende mais que a opressão, mas a longo prazo a autonomia e confortável e você se torna capaz de assumir e responder por tudo que fez, que é importante.

Agora se me tornei adulto, não consigo dizer. Na verdade, digo que não. Me vejo pensar como criança frequentemente e não é uma questão de ter ou não responsabilidade pois tenho e não é isso que caracteriza uma criança. Meu lado criança, além da baixa estatura, é o se empolgar facilmente com coisas pequenas. Não resistir a um bichinho brincalhão e perder muito tempo jogando bolinhas e correndo atras do gato.Ser simples na hora de se alegrar e de ignorar o cansaço.

Atitudes do meu cotidiano, até tento mudar, gostaria de me portar como uma jovem madura, mas é mais forte que eu. Por exemplo, o banco alto do ônibus, exerce uma atração sem igual desde novinha, se ele estiver vazio, não há possibilidades de escolher outro lugar. Outro exemplo, chega junto com a pascoa, já tentei ser sensata e trocar os ovos por uma barra de chocolate, mas chegando no mercado e vendo aquele mundo de ovos coloridos e com brindes, os olhos até brilham de admiração, nesse momento pareço ter 8 anos.

Acho que esse meu lado criançona contribui muito, de forma positiva, no meu dia-a-dia. Permite que eu me surpreenda com coisas simples, torna alguns sorrisos mais fáceis e alguns sentimentos mais intensos. E quando a criança interna fica tímida dentro de mim as fases de muita agitação aparecem e os dias ficam menos agradáveis. O cultivo da criança interna é mais que uma brincadeira, me torna mais leve e mais capaz de ser feliz, é bem positivo.

E, realmente se as coisas que dizem por ai que quando somos crianças sabemos ser mais felizes e para nos tornamos adulto necessariamente passamos pela etapa de ser criança, porque deixamos os bons hábitos. Não quero me sentir adulta mais, nem mesmo quero que meus pais sejam adultos e não faço um convite a inconsequência. Gostaria de brindar a felicidade e a leveza infantil todos os dias, com todos que gosto.

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