Por que não?

Pura e simplesmente porque não estou disposta a carregar mais um piano nas costas. Então cedo novamente, um, dois, três pianos acoplados no meu lombo e eu já a me arrastar. Ok, deixe me explicar, piano nas costas é um modo carinho de se chamar as responsabilidades que envergam pensamentos e postura e tiram toda a leveza da rotina.

Planejei um feriado de descansos, chocolates e organização de metas, cabeça, quarto ou matérias acumuladas.  O resultado, por sua vez, foi o contrario. Neste momento, por exemplo, necessito dormir e descansar, primeiro que o treino de hoje somado ao treinos da semana me deixaram completamente dolorida e cansada. Segundo, a melhor coisa de feriado é dormir até tarde, o que não não farei dia algum.

E além disso tudo, evento, campeonato, trabalho da faculdade, e blá blá blá. Minha cabeça entrou no modo tufão e todas as verdades e convicções estão sendo repassadas, questionadas. Estou passando por auditoria interna, com direito a analise de hábitos, metas preferencias, escolhas. E não tenho a minima capacidade de prever o resultado.

Minha ideologias estão em intensa instabilidade e qualquer poeirinha que passa por perto já provoca os mais diversos questionamentos. Se o que dizem por ai que a vida é feita de perguntas, não de respostas, for verdade… estou no caminho bem certo. Minha vida tem levado bem a serio a historia de mudar todas as perguntas de acordo com a proximidade de respostas que eu possa chegar.

Me sinto uma metamorfose ambulante na velocidade 5 da dança do creu, ok, apelação, parei. Na verdade nem é tão novidade para mim esse tipo de fase, com alguma constância fico sensível a sugestões, doutrinas e métodos por causa do anseio por ser melhor. Não que isso me afaste do meu eu, contraditório, controverso, do contra, enfim, meio louco.

Quando entro em uma dessas fases de observação, analise e contemplação cada passo assim como cada palavra podem gerar reflexões longas, profundas e absurdas. E o peso das responsabilidades, em geral, pode ser proporcional ao tamanho de nossos desejos. E eu costumo querer muito, dessa forma, o melhor é assumir o controle sob os pianos e aceitar um longo período de dor nas costas.

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6 comentários em “Por que não?

  1. Eu gosto de deixar tudo correr livremente e só decidir o que fazer na hora. Se vc vai jogar um giz na lousa nao importa tentar adivinhar se ele vai cair em pé ou deitado, o importante é tomar a decisão de jogar, ficar calculando o vento a curvatura e a forçã é irrelevante e só vai estender o tempo entre vc e a resposta.
    Eu planejei muitas coisas para hoje e me deixei entregue a preguiça. Parece o contrario do seu caso que acaba se enchendo de mais coisas enquanto eu me esvazio, no fim nem eu e nem vc chegamos aonde queríamos. Falta disciplina de execução e organização eu acho ;\

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    1. Sinto que as surpresas são parte obrigatórias da vida. Planejando muitas coisas e executando varias outras percebo que prazer e desprazer se distribuem de forma aleatória entre elas. De forma que não tenho como saber se vai se ótimo seguir o planejado e um tédio parar em casa ou vice e versa. Riscos que a rotina provoca e apostas cotidianas.

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