A verdade das verdades

A mais potente das armas para me arrancar admiração sem sombra de duvidas é a sinceridade. A verdade em atitudes e comportamentos, autenticidade na vida e coragem para assumir e arriscar o que for preciso. Sou admiradora da franqueza, no momento certo com tato e com boas intenções, é até bonito de ouvir. Gosto de intensidade e verdade em tudo.

Em geral procuro ser racional e fria, não gosto de euforia nem de muitas emoções a flor da pele frequentemente. Em contrapartida gosto de intensidade e entrega, de forma ampla, para os objetivos da vida. Gosto de apoiar e seguir pessoas que se emocionam de verdade, que contam com simplicidade que sabem ver flores assim como desilusões. Sempre duvido de “mundos cores de rosa” enxergar erro é fundamental para melhora.

As vezes o excesso de emoção mascara a ausência de verdade, profundidade. Tenho uma dificuldade gigantesca de me envolver com coisas superficiais, mudanças de fora para dentro. Viro uma boçal em um ambiente que ninguém é capaz de me atingir, nenhuma historia me envolve, não sou capaz de sintonizar determinada frequência, será isso? Como o celular que parece consumir toda a bateria procurando sinal, sem sucesso.

Tem certos ambientes que me cativam por completo, me tiram qualquer atenção em possíveis outras coisas. E quando me envolvo por completo fico emersa em tudo, ajudar, buscar alternativas, doar, construir. É tão bom estar no ritmo e envolvida, energizante, enquanto o contrario, é péssimo, um martírio. E eu nem ao menos consigo equacionar o que diferencia em termos de estímulos externos para reações tão adversas.

“O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.”

(Gregório de Matos)

Gosto muito dessa brincadeira com as palavras e esses pontos de vista que comparam o todo e as partes. Mas vai além de todo e parte, expande para que parte ou de que todo. Se nem toda parte compõe qualquer todo e se não compõe, o que é que falta, ou sobra. O quão problemático pode ser os excessos e faltas no dia-a-dia: excesso de convicções e certeza, falta de verdade e franqueza. Até onde dá para tolerar?

Ultimamente tenho me avaliado bastante em relação ao meus excessos, sejam eles, pressa, energia, vontade, zelo, necessidades ou expectativas. E chego a conclusão que, são os meus excessos, juntos com as faltas, onde falta organização, paciência ou calma que delineiam minhas características mais marcantes. Aquelas que me preparam para realizar o que mais me enche de orgulho e lembranças, ainda que venha no pacote cansaço.

Sou uma pessoas extremamente aberta a mudanças, com a ressalva que tenho muito orgulho de ser quem sou e tudo que fiz, o que me torna bem criteriosa. Gosto de ler, adoro, amo, aprender, estudar (com pequenas controvérsias), errar, acertar, corrigir, comparar e analisar. Avalio frequentemente ação, reação, causa, motivo, vantagens e desvantagens.

Meus processos de mudanças são quase burocráticos e, salvo exceções, costumam acontecer lentamente, quando acontecem. Reflito muito a cada sugestão ou leitura e privilegio muito o me sentir bem, motivada, envolvida e capacitada. Gosto da segurança de saber o que estou fazendo, o que esperar e não gosto de metas sem critérios, sem viabilidade. Gosto de pé no chão para impulso, mas no fundo o desejo final mesmo é voar.

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