Depois da Tempestade

Um turbilhão de questionamentos internos decorreram e agora avalio o que sobrou. A velha historia de calmaria apos tempestade. Momento que é possível ver com clareza onde investir tempo e expectativas. E a sincronia do universo parece retomada, varias coisas voltam ao eixo e até encontros prazerosos com amigos que há muito não vejo começam a acontecer.

Na faculdade algumas noticias relativamente boas saíram e as que especulam que serão ruins não, mas medidas paliativas já estão sendo tomadas. Essa semana visitando a biblioteca percebi que há alguns semestres não faço um tour desses, saindo de lá com alguns livros a tira colo e me coloquei em dia. Engraçado mas só de me armar com alguns livros didáticos já me sinto bem capaz de superar notas que possam ser não tão agradáveis.

Na verdade é um péssimo e antigo hábito que tenho, só estudar de véspera, sob pressão e para a ultima alternativa. Muitas vezes da certo, algumas não, mas adrenalina total é garantida sempre. Gosto muito de valorizar as aulas de professores dedicados e praticamente todas as aulas sou expectadora da primeira fileira. Sou ótima em teorias e falha nas contas por falta de pratica, já está nas metas alguns exercícios para corrigir isso.

Em relação ao jiu-jitsu, ter lutado e perdido, contribuiu muito para motivação e foco nos meus treinos. Hoje tenho uma noção boa de tudo que preciso melhorar de urgente e não vejo a hora de substituir o gostinho de perder pelo braço erguido ao fim da luta. E competições, em geral, contribui para toda equipe, auxilia com mais consciência e percepção de necessidades e virtudes.

O mais bizarro é o vinculo natural  entre dor e aprendizado que em atividades físicas acabo associando. Treinei segunda, terça e hoje (quinta), quarta foi doloroso, hoje não está muito pior pois acostumei e amanhã espero treinar outra vez. É tanta dor: costas, pernas, a cada passo, para sentar e levantar. E no fim, essa dor arremata um sentimento positivo de que estou caminhando para corrigir as falhas, não são lesões, só fadiga muscular, nada preocupante.

A musculação com correria de provas e outros treinos tem ficado em segundo plano, meio negligenciada, mas nas próximas semanas terei mais tempo para dedicar. E confesso que o rugby, sem um time feminino presente e comprometido, tem sido mais para contribuir com o treino de lutas, pois exige um condicionamento físico acima do padrão, o que me ajuda muito.

Mas feriados à vista, pretendo desacelerar, como diz a propagando do guaraná, um pouquinho de “Bora dêpoois!”. Tenho trabalhos a fazer, matéria para começar a estudar e algumas coisas interessantes para ler. Sem contar acrescentar alguma, se não for pedir muito, ordem ao caos do quarto.

littleprince

Sempre lembro desse trecho de “o pequeno príncipe” até porque tem relação com criar expectativas e sou bem propensa a isso. É uma das coisas que preciso corrigir para manter a estabilidade emocional, assim como a ansiedade. Ansiedade atrapalha concentração, organização, é tanto nervosismo e agitação. Levo compromissos bem a serio, sempre, percebo que é ser meio exceção, a maioria nem liga.

Sou uma mistura explosiva de auto critica, personalidade forte, racionalidade e tudo temperado com muito silêncio e individualismo. Ainda assim tem pessoas aleatórias na rua que, sem mais nem menos, conseguem capturar minha atenção e constituir um dialogo, é legal. Sou meio esfinge com um decifra-me ou te devoro e algumas pessoas conseguem absorver informações e interação em geral.

É engraçado, mas se tem uma coisa que me deixa com aquela história de “pulga atras da orelha” é conselho de desconhecido. Me faz ficar pensando sobre a imagem que eu passo, pois em uma relação rápida e superficial é praticamente uma reação de reflexo. E, as vezes, com poucas palavras, geralmente quando o interlocutor é bem mais vivido, aparece um conselho que me deixa por um bom tempo em estado de reflexão.

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3 comentários em “Depois da Tempestade

  1. Lembras-me de mim mesmo certa época, quando queria fazer tudo e mais um pouco, quase como se estivesse em uma corrida contra o tempo. No fim, não é mesmo isso? Nosso tempo é finito. E por ser finito, nunca consegui fazer tudo que queria. Hoje, um pouco mais velho, penso diferente. Vou fazendo o que consigo e curtindo a paisagem durante o caminho, porque o destino da viagem, para mim, deixou de ser o objetivo. Meu objetivo passou a ser a viagem. Não é um conselho. É só uma reflexão incitado pelo seu texto. De um estranho 😉 Abraços!

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    1. Bom ler aqui sua reflexão, obrigada por comentar! Mesmo com o modo frenética ligado frequentemente curto também o conceito de curtir a paisagem, talvez ainda não pratique o suficiente. E lutar contra o tempo é meio desigual, a vitória sempre será dele né? ^^

      Curtido por 1 pessoa

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