O Poste Floresce

Uma sexta-feira dessas sem mais ninguém em casa, parei para ver o que sempre olho e nunca havia notado. Na verdade é um personagem que já despertou minha curiosidade anteriormente: O poste. Essa curiosidade de outrora, na verdade, foi induzida. É que sou estudante de engenharia elétrica e o poste um importante personagem do setor. E eu, mais perto do fim que do inicio do curso, não que eu saiba de fato quantificar isso, o considerava apenas um coadjuvante.

Foi ai que tive uma aula em que saímos pelo campus da faculdade para conhecer a rede elétrica que compõe nosso dia-a-dia e, em geral, não conhecemos. E ai surge aquela figura de professores, que na minha vida, por sorte, não foi tão raro, que não dá aula só por dinheiro e tem compromisso com o preenchimento de lacunas do nosso conhecimento. E fui apresentada a cada elemento que compõe o poste suas funções, importância e eventuais perigos envolvidos.

Me senti novamente como nas rodas de leitura em que todos haviam lido o livro combinado e até havíamos conversado a respeito. Quando o professor responsável começava a discorrer sobre o essencial do livro aquele sentimento de analfabetismo corroía o sentimento de que de fato havíamos lido o livro. O mesmo aconteceu com o poste, sempre esteve na minha frente em infinitas situações, assim como os elementos que compõem a rede elétrica mais nunca fui capaz de identifica-los nem analisa-los até me defrontar com aquele conteúdo passado.

E, recentemente, além da visão teórica do poste, tive uma visãozinha bonitinha. O poste de frente da janela do meu quarto parece florescer! É um comentário fofo, escapou, mas não sou fofa, só para constar. Só achei legal a composição da paisagem que está frequentemente bem ao meu alcance, quando a janela está aberta e nunca vi de fato notando.

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Obs: Tão poeta que dispensa definição, coisas postadas durante a madrugada.

🙂

O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente… E assim é com a vida, você mata os sonhos que finge não ver.

Algumas ideias quase fixas fazem os dedos coçarem e por elas cá estou. Não reclamo, nada mau, lembrar de Mario Quintana! Foi uma dessas frases que aprendi lendo aquilo que citam em beiradinhas de agenda. Nada como refletir enquanto procrastino o estudo. Tenho andado meio agitada, esquecida, para variar correndo e vez ou outra aparece alguma coisa que vale compartilhar.

Hoje tive a oportunidade de assistir uma atitude de honestidade, divido para contribuir com a fé no universo, até porque já não tenho muita. Eu sou bem preguinha em tomar atitude, tenho lá minha ininterrupta lista de bloqueios, uns aceitáveis, outros lamentáveis, ok, desafios futuros digamos. Combinei de fazer uma troca e receberia produtos e dinheiro de volta.

Cabeça de vento, de olho no relógio, em vez de focar na atividade da vez por vez, tô sempre pensando na próxima, na morte da bezerra e em sei lá mais o que. Consequência obvia e previsível: cadê que confiro qualquer coisa que seja ou lembro do dinheiro. Que sensação boa perceber que a pessoa buscava meu contato para devolver e se desculpar. Tudo certo, exceto a necessidade de corrigir a postura não aconselhável de não prestar atenção no que faz, não dá oportunidade para que a conclusão não seja agradável.

 

Se essa moça entendesse a minha sina
Tanto choro deixava de chorar
Se eu seguisse a paixão que sinto agora
Eu deixava essa moça me levar

Se eu pudesse, eu me atava a esse amor
Mas com medo não posso me arriscar
Vivo como um vaga-lume
Me acendo em cada olhar

[…]

Vaga-Lume
Mario Gil

Um digno texto do Caos. Muitos assuntos, citações, imagens e histórias, tudo em um post só. Fazer o que se é o que me representa. Um eterno e constante conflito de interesses e convicções. Uma muvuca de questionar, refletir, buscar, querer, perseguir e tanta coisas mais. E querendo ou não, é apenas o que transborda, sinal de que de onde veio, tem tão mais. Oh… Caos turbulento e vasto, que se alimenta e realimenta de vida.

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