Um bar blog

Cada um utiliza das ferramentas que têm. Não aprendi a frequentar bar, por falta de dinheiro, locomoção e amizades que valorizassem esse tipo de costume de forma comoda para mim. Não sou bem falante, em muitos lugares demoram bastante a conhecer minha voz. Bem mais fácil me conhecer por escrito. E ainda não gosto de beber pois tenho um preconceito com a forma que bebida é encarada.

Acho temerário que as pessoas precisam beber, as vezes quantidades significativas, para considerar um lugar satisfatório ou começar a se divertir. Bebidas parecem uma opção interessante para compor a amizade e eventos. E não deve roubar a cena, quem está triste, bebe para afogar as magoas, quem está feliz bebe para comemorar. No inicio da semana bebe-se para quebrar a rotina, no final da semana bebe-se, porque afinal é final de semana, não é?!

Perde-se então o gosto das amizades, o gosto das baladas, o gosto da conversa de bar. E o anseio vira beber e experimentar a sensação de euforia provocada. É abandonar parte das características que são natas, para se tornar mais divertido ou mais alegre. Sem contar a necessidade que pode vir a surgir de pagiar e força intimidades. Deixo claro, não sou contra a bebida, apenas tenho a firme opinião que existe uma forma certa de aprecia-la.

Sim, eu complico as coisas, faço tempestade em copo de cerveja (há). Bem isso. Lembro que tive minha fase de querer beber, perto da época que formei no ensino médio. Cobiçava por outras companhias, mas poucas vezes, se é que aconteceu de fato alguma, cobicei ficar bêbada. Mas nunca precisei beber para dançar, sempre gostei de ser intensa. Ainda que tenho meu delay para me sentir a vontade nos lugares e, com algumas pessoas pode ser menos difícil.

Relaciono então meu interesse a frequentar um bar não pela qualidade da bebida, mas pelo grau de entrosamento, o espirito do grupo e por bons motivos eventuais para comemorar ou interagir. Na rotina meu bar é outro, dispenso conversas de bar em letras e textos com histórias nostálgicas ou não. Escrevo de forma descuidada, como quem dispersa conversa a toa em um bar. Pode isso, meu bar ser um blog?

E como é tipico em bares, qual seria aqui minha ressaca?! Acordar sem ter certeza que escrevi com começo meio e fim?! Correr para ver se voltei no paragrafo que só lembrava de ter iniciado e nem sabia como havia ficado o fim?! Ver a curiosidade brotar ao receber comentários sem saber que conteúdo de fato saiu de mim mesma. Cada louco com sua mania e diversão.

Não sei dizer se meu bar é um blog ou se meu blog vira um bar, quando trago aqui ideais desconexas e soltas. Geralmente escrevo bêbada de café que madrugada a fora até acredito se tornar inebriante. Divido revoltas, pensamentos confusos, ideias loucas, lembranças dos mais diversos tipos. E recebo muito dos mesmos, sempre que posso navegar por ai a ler produções de outras pessoas.

 

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6 comentários em “Um bar blog

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