Refúgio virtual abandonado

Hoje passo por aqui só para reafirmar que este meu refúgio não ficará abandonado. A rotina já é mais tranquila, mas a mente anda turbulenta. Ao finalizar cada ciclo, ainda que seja apenas mais um semestre, fica aquele sentimento de melhorar e corrigir. E, neste momento, percebo a necessidade de muitas mudanças. Não estou mas preocupada que, em geral, perceber a necessidade de mudanças pode ser o impulso necessário para o próximo nível.

O problema é encontrar o ponto de equilíbrio, a posição exata, o foco. Inicialmente nem consigo determinar o que é desconforto o que é consequência. Nada que o tempo livre, com exercícios de auto conhecimento e o interesse por soluções não resolvam. E, como humana que sou, nem de aço, nem de ferro como gostaria, surgem vontades de desistir de tudo, de esconder debaixo do meu caos e não sair. Mas não prevalece.

Nada como a satisfação de cair e levantar. De errar e aprender. De melhorar, amadurecer, se arriscar. E tem hora que a gente se pega imerso em solidão lutando contra demônios mentais. Ainda bem que não fujo a luta, nem que seja mental. Encaro meu pessimismo e transformo logo aqueles copo que estavam meio vazios em meio cheios. Para que observar do lado menos favorável?!

Enfim, não estou muito em clima de ter o que escrever, os rascunhos se acumulam e não tenho disposição para fixar o pensamento em nada. Caos sendo caos extrapolante. E li um texto muito digno e interessante que define bem fim de semestre. Li esse texto no Spotted: UFJF (pagina do facebook) com créditos para professora Juliana Fedoce

Acabei de lançar todas as notas no SIGAA. Graduação e Pós. Preciso falar sobre notas. Eu preciso, pois eu vi (principalmente esse semestre) vários posts, e memes, e notícias graves de depressão e problemas de ansiedade envolvendo o ambiente acadêmico. E os docentes lançam as notas, e os alunos podem pensar que não sabemos o impacto destes números. Bem, pode ser que alguns não saibam. Eu talvez não saiba (saber é algo bem complexo) mas eu reflito muito sobre. Então eu preciso falar sobre notas e é textão.
Não se importe com as notas. Uai, Ju, como assim? É isso mesmo. Nós, professores (os sérios, tá?) sofremos em avaliar. Sofremos porque é um processo de decisão. O que vai estar na prova? Não dá para colocar tudo que foi apresentado e debatido em sala de aula. Depois que decidimos o que colocar, vem a ponderação: Esta questão deve ter o mesmo “valor” da outra? E na hora de corrigir? O que considerar? Vem uma resposta dissertativa inesperada que nos faz pensar em tudo outra vez. E aí, as provas indicam notas. E essas notas indicam aprovação ou reprovação. Mas, amados alunos, aprovação e reprovação naquela disciplina, ok? Não na vida. Pode ser que a aprovação não signifique necessariamente que você aprendeu tudo daquele tema. Aliás, qual métrica é perfeita para indicar aprendizado? Me contem aí se conhecerem alguma. Então, não sofram desesperadamente com uma reprovação e nem comemorem alucinadamente uma aprovação. São apenas notas. Por mais que façam parte da sua vida, elas não são você. Notas podem indicar a construção da sua competência técnica. Podem, mas não necessariamente. Muitos dos meus alunos guardam alguns tópicos em algumas caixinhas que são automaticamente fechadas após a aprovação. E nunca mais são abertas. Nem a martelada.
E a vida profissional, Ju? Amados, a vida profissional se faz muito mais em competências humanas do que técnicas. Essa é minha conclusão depois de um tempo. Então como faço com as notas? Alunos, a universidade tem vários formatos. Escolha um que sirva para você. Um que sirva para você se formar sem enlouquecer. Se não tá rolando de fazer 25, 28 créditos naquele semestre, planeje o próximo de forma mais estratégica. Planeje. Aquela grade fechadinha em 4, 5 anos é uma exigência do MEC para a Universidade.Mas, talvez não para você. Aproveite esse tempo para construir suas competências. Técnicas e humanas. Humanas. Aproveite para saber se é isso mesmo que você quer fazer nos próximos 30 anos (ou 40, ou 50 vá saber?!). É a sua vida, não do seu colega, não do seu pai, não do seu professor.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s