Doações

Tempos atrás, já que não consigo postar com frequência razoável por aqui faz tempo contei sobre a missão felinos fofinhos que baterá a minha porta dia desses,vulgo uns quatro meses atrás. OMG! O tempo tem voado. Pois bem, o pequetitos quase não miavam, leite de vaca não era uma opção e molhamos ração do meu gato pra tentar alimenta-lós. Eles tentavam comer, rapidinho já havíamos apelidado alguns mas meu pai se mostrava temeroso com medo que a comida não fosse suficiente para mantê-los vivos.

Desde já percebemos a vantagem que era o fato dos 5 juntinhos que conseguiam manter a temperatura necessária e com isso, dormiam. Eles chegaram repletos de pulgas e meu gato ficou incomodado e desnorteado com a concorrência. A cachorra então, nem se fala, completamente enciumada de perceber a atenção que demandávamos para caixinha. Não sabíamos quais eram fêmeas e machos nem tinha como descobrir a idade a meta era conseguir alimentar.

A gatinha toda pretinha chamamos de najinha pois era brava e quando encostamos nela ela tentava atacar, abria a boquinha e fazia um meio rosnar. O gatinho preto de manchinhas brancas e amarelas no rosto virou o Mister M. Os três branquinhos eram mais difíceis identificar de cara mas eram absurdamente gordinhos e fofo. E mordiam! Era final de semestre, eram cinco gatos para cuidar, além do meu e eu não estava preparada para ver eles não resistirem dessa vez.

Foi ai que meu pai começou a cobrar e a se mostrar insatisfeito com a brincadeira. Surgiu então uma exigência: Ele não queria ao amanhecer e ir tomar café encontrar com os filhotes. E quando amanhecia eles saim em debandada a miar por todos os cantos. A solução: Trancá-los no meu quarto. E deve ter funcionado por uma semana, sem ressalvas pelo fato que as bolotinhas barulhentas me acordam bem cedo querendo comida.

Enquanto a comida própria não chegava tentávamos alimenta-los com ração molhada e com água de arroz. E percebíamos um leve variar no nível da mamadeira e os gatinhos eram bem comportadinhos, exceto a Mister M, que já parecia achar que era gente e queria sempre correr atrás de onde haviam vozes e sempre matinha contato visual, sabe aqueles bichos que julgam?!

Quando o leite próprio chegou percebemos dois pontos importantes:

  1. Eles não eram quietinhos.
  2. Eles não estavam comendo o suficiente.

Assim que aprenderam a sugar o leite da mamadeira eles não queriam largar mais. No processo de amamentar e enquanto eles ficavam cada vez mais agitados logo aprendemos a diferencia-los. Dois branquinhos foram ficando mais parrudinhos, a Moniquinha e o Monicão. Ela era dorminhoca e escandalosa, ele desbravador e fotogênico. E os branquinhos pareciam estar sempre juntos.

Tinha um terceiro branquinho que começamos a chamar de orelhinha porque percebemos que a pontinha de uma de suas orelhinhas estava sempre amassadinha, começamos a observar e reparamos que os outros estavam adquirindo a mania de ficar mordendo a orelhinha desse e ficamos preocupados. Ele ja era menorzinho e o mais remelentinho, parecia um bulliyng felino. Chegamos a tentar confeccionar touquinhas e a colocar própolis na orelha e em determinado momento parou.

Agora os apelidos sujinhos, a Moniquinha tinha mania de cheirar a região posterior dos demais, chegava a ficar com nariz marronzinho, que deu a ela o codinome cheira(…). Enquanto o Monicão era inabil em fazer suas necessidades sem se sujar e foi apelidado cagãozinho. A Mister M sempre será Mister M, tem a carinha toda mascarada, mas outra característica dela trouxe outro apelido, ela tem a ponta do rabinho acastanhado não pude evitar chama-la de “labo lolo”.

A pretinha, a preferida da minha irmã, escolhida por ela para ficar aqui em casa, tem vários apelidos, peta é o melhor por que toda hora podemos chamar:

– Vem cá, Peta!

Eles foram crescendo, mamando, mamando, mamando e crescendo, crescendo. Bagunçaram meu quarto, aprenderam a escalar coisas, conheceram meu gato. Nós mataram de preocupação em relação a reação da cachorra. Aprenderam a escalar janelas, armários, camas, roupas. è assustador a confiança que eles depositam na gente. Eles parecem não ter nenhum tipo de reserva, confiam plenamente em quem os alimentou.

Em determinado momento, eu já havia perdido meu quarto para eles, dormia na sala. E isso começou a me incomodar. Comecei a buscar formas de colocá-los no quintal em segurança. Pensando em invasões de bichos que pode acontecer, na fuga da cachorra e na fuga deles, desbravadores nato e sem noção do perigo.

Começamos a arquitetar e maquiavelar diversos nichos que pudéssemos deixá-los em segurança quando o tempo estivesse com sol, com chuva, quente, de dia, a noite. Prendíamos eles nessas armadilhas e periodicamente visitávamos para saber se haviam fugitivos. E depois de determinado tempo, sempre havia.

E quando eles foram crescendo isso piorava. Eles sabiam me encontrar, miavam na minha janela, pediam para que eu desse suporte para que eles subissem. e por fim, o Monicão já até enfrentava a cachorra e passava por ela com indiferença. Com o tempo todos estavam fazendo o mesmo, alguns momentos deixavam a cachorra até amedrontada. E assim passamos a não conseguir controlar a entrada ou saída deles de casa.

Eles estavam grandes, parrudinhos, serelepes e eu já estava acostumada a puxar o pique pega nos horários livres. Não nego, definitivamente não tenho maturidade para lidar com serumaninhos fofos. Os olhos da maioria ia passando de azul para esverdeado ou amarelado, exceto o da Moniquinha que apresentou heterocromia e, mais tarde, começamos a desconfiar que ela tivesse a audição comprometida, problema relativamente comum a animais que apresentam heterocromia.

Mas dada a estrutura, os compromisso e custo também, sem sombra de dúvidas. E como fora combinado inicialmente anunciamos entre amigos a possibilidade de adoção para qualquer um dos 4, exceto a escolhida da minha irmã. E um dia foi embora a Moniquinha e o Orelhinha, depois, no dia seguinte o Monicão.

Foi fácil? Não! Minha irmã chorou na partida de todos. Eu não, eles ganharam lares, de pessoas zelosas que mimam com coleiras, carinho e exibem os bichanos alegres e limpinhos para as visitas. Aqui em casa criamos os bichos com certa liberdade, que pode oferecer riscos mas pode ser bom e da natureza do bichano. Mas o que é melhor, de fato, não sei.

Importante é que resgatei e criei condições para que eles se encaixassem em lares adequados com carinho e suporte, acompanho de longe algumas fotos e eles estão lindos e fazem seus donos felizes. A Moniquinha sofreu um acidente, era criada solta também e parece que foi atropelada, se de fato era surda, pode ter sido inevitável. Mas sabemos que enquanto ela permaneceu no local que a acolheu foi o xodózinho da casa.

Aqui ficaram as duas xexelentas, bagunceiras, capetinhas, nenéns da Mister M e Petinha. Correr atrás de mim as 6:30 da manha quando vou sair e estão no portão ao ouvir meu buzinar depois das 23h quando chego da faculdade. Dormem na minha cama, sem minha autorização, as vezes roubam comida na mesa, jogam meus objetos deste quarto caótico no chão. Dormem em mochilas, se escodem para dar susto. Provocam a cachorra, fazem sujeira onde não devem e enchem a casa de alegria.

 

 

 

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