Perguntas e o acionamento do mundo

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Plena madrugada e eu divagando. Bateu uma nostalgia das aulas de filosofia. Sem seguir minha rigorosa rotina de acordar cedo, praticar esportes e frequentar aulas o sono não vem e o caos no quarto volta a produzir inquietações. Aliado a isso, um habito recente de buscar processos seletivos de estágio e Trainee’s, que faz ou outra lançam perguntas inquietantes que multiplicam as ideias persistentes que provocam insonia.

Sempre fui para a maioria das amigas de colégio, a conselheira, confidente e racional que avalia tudo friamente e diz a melhor conduta, as possíveis consequências, os riscos associados, as opções de presentes para pais, namorados, as respostas grosseiras para os infiéis ou folgados, o próximo passo apos os problemas, seja em relação a desculpar, pedir desculpa, afastar, entre outras coisas mais.

Atualmente não mudou muito, apenas que a gente vive muito mais obrigações e responsabilidades do que relações interpessoais. Que cilada Bino! Quando a gente sonhava ter 18 anos não imaginava uma coisa dessas. Mas, enfim, foi o que restou, e, atualmente continuo vez ou outra sendo um ouvido amigo para problemas amorosos, sociais, de trabalho, pessoais.

Por pouco não fiz psicologia, apesar de cursar exatas, minha disciplina predileta no colégio era filosofia e sempre adorei também sociologia. Essa adoração não era extensiva a história e geografia, possivelmente motivo esse que me fez seguir o rumo da engenharia. Gosto de conversar, discutir, claro, com pessoas ponderadas, que não se exaltam, que ponderam sobre pensamentos distintos sobre coisas do dia-a-dia, acaso, relações, conceitos e o que surgir.

Recentemente, uma amiga veem me procurando frequentemente, as vezes mais frequente do que consigo apoia-lá, com intuito de desabafar e buscar certo equilíbrio ou acalento. Vire e mexe me preocupo pois acabo sendo rigorosa e firme com ela, não sou profissional da área, não tenho consciência de como isso pode estar sendo recebido ou que impacto negativo pode ter. Considero que ficou tudo OK, porque ela me procura satisfeita com a melhora no dia seguinte.

E, geralmente eu sempre tenho o que dizer para os outros. E quando preciso de conselhos geralmente busco lembrar o que disse para outras pessoas em determinada situação que tenha alguma semelhança ou tento simular alguém me perguntando para tentar gerar uma resposta neutra, mas não soa confiável.

Semana passada estava com algumas pulguinhas atrás da orelha, se é um bom jeito de se rotular uma inquietação gigantesca. E, por acaso, havia combinado uma entrega de produto que acabou num fim de tarde numa mesa de bar, tomando cappuccino porque não sou boêmia raiz. E foi o suficiente para minha mãe se desesperar pelo meu atraso. Mais um sinal genial de fuga merecida da rotina em poucas horas já fui dada por foragida.

Mas, enfim, tive a oportunidade de contar as novidades, através delas identificamos as pulguinhas criticas e recebi de brinde uma pergunta e um aviso de atenção para pergunta que eu mesma havia me feito. Não houveram respostas e não espero um mundo ideal que me responda muita coisa. Mas foi o suficiente para reduzir a inquietação. O porquê, também não sei. É algo como, as pulgas ainda estão aqui, só não me afetam a ponto de incomodar. Como se tivesse conseguido a calma necessária para esperar o que for acontecer.

Pois bem, tudo isso me fez lembrar de quando exaltávamos as perguntas nas aulas de filosofia. E lá, já sabíamos de sua importância, mas hoje, se tornou ainda mais claro. Chega um momento que a gente percebe o quão não importante as respostas ou os resultados são. Como em diversas situações o caminho carrega todo o significado enquanto a chegada trás apenas o simbolismo.

E ai percebo que uma vez na semana, com aulas comportamentais para futuros engenheiros recebemos apenas bombardeios com perguntas. E sabemos que isso contribui para nos tornamos pessoas, engenheiros ou gestores melhores. Percebemos também em algumas lições sobre metas tratando superficialmente da metodologia Coaching a importância das perguntas certas, no momento certo, conduzidas de forma adequada.

Hoje sei mais sobre mim, avaliando as perguntas que me faço todos ou dias, ou a cada dificuldade. E quando penso em coisas interessantes que escrevi em provas de filosofia ou em determinadas questões de processo seletivo, que me trazem orgulho, não sei se sou dona do mérito ou foi tudo trabalho de quem esmerou a pergunta adequada para extrair o melhor que eu tivesse para oferecer.

Se tenho uma falha no momento do aprendizado é justamente o entender e aceitar tudo muito rápido e de forma direta. Simplifico, analiso superficialmente e o momento de questionamento acaba por ser durantes as provas e por esse motivo o nervosismo atrapalha tanto. Para se entender profundamente é necessário atenção e cuidado para se chegar as questões essenciais de fato.

E, por fim, a vida é por ai, um jogo de manobrar as perguntas certas de forma a dar significado ao que se é, ao que se quer entre outras coisas mais. Se a felicidade não é um estado estático é sempre importante se manter alinhado a pergunta certa afim de perseguir com exatidão aquilo que satisfaz de certa forma o objetivo e/ou necessidade do momento.

 

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