Jardim do Éden

“Temos, como humanidade, a percepção de que um dia fomos felizes. Em
determinado momento, quando éramos mais simples, foi construída uma
percepção de Éden, onde já vivemos, e a ideia de que voltaremos a esse lugar.”

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A leitura que faço agora me fez revisitar um rascunho perdido a mais de um ano. O que eu queria falar naquela época, realmente, não me lembro e se não me engano o abandono foi por não reunir discussões que me envolvessem sobre o tema. Mas, percebendo que esta publicação representa minha centésima postagem acho mais que justo reviver um titulo pensando na semana que o blog foi criado. E que se naquele momento não se desenvolveu, hoje, com as sugestões e trechos retirados do livro “O poder da ação” de Paulo Vieira pode gerar algumas reflexões.

Sempre tive muita curiosidade a respeito do tema advinda principalmente do fato de ter convivido na infância com o cartaz com os dizeres “Jardim do Edeu” ou pelo menos era assim que eu entendia. E quando escutava falar sobre a intenção correta de grafia não fazia ideia do porque Jardim do Éden  deveria fazer sentido. Venho de famílias por parte de mãe e pai católicas mas não mantivemos proximidade com religião alguma, por vezes minha mãe buscou centro espíritas e mantêm certo apego a santos ou rezas mas não temos nenhum tipo de habito religioso.

Mas se posso mencionar algo que realmente perdi por me manter longe das religiões. não que seja algo irrecuperável mas não tive com naturalidade, foi exatamente esse conhecimento de bíblia, de parábolas e do conhecimento religioso em geral que figura um importante papel na nossa sociedade. É uma área do conhecimento que sou profundamente desconhecedora e sinto, de certa forma, até vergonha disso pois é um conhecimento bem difundido entre a maioria.

Voltemos então ao Éden e a nostalgia da inocência ao prazer de não se ter conhecimento ou responsabilidade sobre tudo que acontece. Lá onde existe equilíbrio, beleza, sustento e ainda assim, insatisfação, ou de forma mais branda, a busca por mais ou pelo diferente.

Quando leio a Bíblia no livro do Gênesis, entendo onde todos os
problemas da raça humana começaram. Deus, vendo Adão, solitário no
Jardim do Éden, providenciou uma companheira, e da costela de Adão
veio Eva. E lá os dois viviam muito bem e felizes com toda a autonomia
e a liberdade. No entanto, Deus havia alertado que bem no centro do
Jardim do Éden existia uma árvore que produzia o fruto do conhecimento
do Bem e do Mal, e que eles dois poderiam comer de todas as frutas
menos daquela, pois, se fizessem isso, teriam esse conhecimento e não
mais poderiam viver dentro do Jardim.
Passado um tempo, uma astuta serpente abordou Eva e a convidou a
experimentar do fruto do conhecimento do Bem e do Mal. Ela
inicialmente recusou, mas logo depois caiu na tentação e comeu do fruto.
Eva levou o fruto da árvore proibida para Adão, e ele, desobedecendo a
Deus, comeu também o fruto.
Tendo visto tudo, Deus questionou Adão e Eva, que estavam
escondidos, cobertos por folhas. Deus perguntou a Adão se ele havia
comido o fruto da árvore proibida, e ele confessou que havia comido,
mas que a culpada era a mulher que o próprio Deus havia posto no
Paraíso. Então Deus foi ter com Eva que, tal qual Adão, justificou seu
erro dizendo que a responsável pela sua desobediência era a serpente que
Deus havia posto no Paraíso.

Há nessa narração diversos pontos interessantes. Opto por abstrair a questão do valor da mulher e sua missão em vida, pura de entretenimento, agradeço por viver no tempo atual em que a mulher pode sair palpitando em assuntos que não domina como acabo de fazer (#aguentaAdão). Então, retomando, em um ambiente de autonomia e liberdade há apenas uma restrição, e não é de se surpreender que tenha sido tentador flertar com uma proibição única e exclusiva, do jeito que a raça humana gosta.

Vale ressaltar que tem que ter a serpente do mal para encorajar os rebeldes covardes. Que horror, eu nem conheço Adão nem Eva e já estou a cunhar adjetivos agressivos e indelicados. Temos então pontuados passo a passo, da sugestão, transporte e execução da ideia contraventora de responsabilidade respectiva da serpente, da Eva e por fim, de Adão.

Das consequências, na narração percebemos a semelhança com a vida moderna, feito a caquinha, todos se escondem. Método pouco eficaz quando se trata do Deus, o todo poderoso, onipresente e onipotente que não se deixa enganar por esconderijos em folhagens. Aqui vai um elogio ao caso tratado, nem sempre visto nos dias atuais, talvez gerado pelo mencionado anteriormente, descumprir logo o ordenado por Deus, mas pelo menos admitiram e assumiram o erro apesar do jogo de responsabilidades juvenil.

Resumindo: Adão e Eva não só justificaram seus erros como jogaram
a culpa das próprias falhas em Deus. E o desenrolar dessa história, o não
se responsabilizar pelos próprios erros e resultados, estamos vendo até
hoje.

Outra lembrança interessante que me trás esse tema aqui discutido é uma série de livros que foi consagrada pelo sucesso de um jogo, ou vice versa, nunca sei quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha, que passeia por esses assuntos em seu pano de fundo. Nunca joguei mais os livros são de leitura fluida e rápida mas nem por isso menos sangrenta e interessante. Acho interessante a abordagem da temática de forma descompromissada, no pano de fundo, segue o link caso haja interesse: Mitologia de Assassins Creed.

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2 comentários em “Jardim do Éden

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