De tênis

Nada como quebrar o gelo de muito tempo sem postagem com uma história clichê. Então ai vai:

Era uma vez uma garota de tênis, bem que disse que era clichê, já começa com era uma vez e repetindo o título, mas ok, prosseguindo. E quando eu digo de tênis, me refiro a mais que o calçado propriamente dito que ela mais usa, é mais sobre uma personalidade clichê, meio preto no branco, só fala o que é de fato, não promete o que não pretende cumprir, não jura amor de mentira, defende apenas o que acredita, luta pelo que realmente almeja.

Mas no meio de tanta gente de chinelo, sapatilha, rasteirinha ou salta alto, o que essa garota de tênis tem de incomum?! Primeiro que não é fácil ser sincera, ser verdade, ser sentimento, ser colaboração num mundo tão individualista. Não é maldade do mundo, só egoismo, parece muito complicado se colocar no lugar do outro, por isso ninguém faz e dai não resta empatia, não tem sentimento, colaboração.

E isso é engraçado, por que mesmo sendo alguém que a cada história que ouve pega para si e se torna também dona daquele relato, pois se sente responsável por tudo e todos que cruzaram seu caminho um dia. E por vezes esse sentimento não é reciproco, o que é comum, mas as vezes assusta. Talvez ela seja privilegiada de memoria enquanto todo o restante do mundo tem o privilegio do esquecimento.

Talvez toda sabedoria e serenidade que ela acumulou com o tempo venha dessa empatia e do poder de viver a sua história através da história de muitos. Ou quem sabe ela possa ser alguém capaz de mudar o mundo, de defender a todos deles mesmo. Ou puro e simplesmente ela sempre vai viver a sombra de lembranças daqueles que sempre a esqueceram.

Mas nem por isso será tristeza, pois tem gente que aprende a se alimentar do amor que entrega, sem a necessidade de receber. Tem gente que comemora, mesmo de longe, a vitoria daqueles que não compartilharam seus grandes momentos. Talvez algumas pessoas vieram ao mundo para construir algo melhor para auxiliar as demais, que nem ao menos irão nota-las mas vão usufruir de tudo de bom que puderam contribuir.

E que o tênis e toda a simplicidade de ver o mundo, de viver o amor, de falar verdades, de sentir com sinceridade, de prometer intenções, de torcer por outros, seus amores e suas curas alimentem mais ações e verdade e que isso mantenha o equilíbrio do mundo. E que quando necessário tenha força para se curar que só assim continuará a postos, de prontidão para auxiliar quem chama.

E que tudo que doer, se doer, vire poesia, música, pintura…

 

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