O Significado do Trabalho de Conclusão de Curso

No ensino médio sempre gostei de debochar que sou uma aluna medíocre. Medíocre de meio mesmo, meio pejorativo, mas que não reprova mas não tira notas de encher os olhos. E sempre fui assim, mas sempre dediquei bastante a trabalhos e disciplinas que fazem sentido para mim, nesses consigo ser mais que medíocre, mas não é frequente.

E cada vez mais isso tem ficado claro para mim. É uma questão de motivação que a educação brasileira não leva em consideração. São talentos que se perdem não existe orientação para perceber e estimular o melhor de cada um e por isso pessoas boas se fecham e aceitam os rótulos de pouco conhecimento que encontramos atualmente nas escolas e instituições.

E dentro da universidade isso não melhora nem um pouquinho. Muito pelo contrario. Piora. E, assistimos pessoas incríveis desistindo ou se sentido incapazes e deprimidas porque os mecanismos da instituição que deveria capacitar não endente talentos e habilidades menos clichês. Mas isso está mudando, metodologias ativa estão sendo vastamente discutidas, o mercado tem pressionado instituições e tenho muita esperança que gerações futuras não sejam torturadas em instituições de ensino retrogradas como meus anos de engenharia que estão para acabar, assim espero.

E, apesar desse posicionamento negativo sobre a passagem na universidade, nem tudo foi em vão. Aprendi dentro e fora da universidade coisas legais, algumas através de processos e oportunidades acadêmicas, outras através de Networking e improviso. E, por tudo que almejo hoje, gostaria de fechar minha formação com chave de ouro.

Como não tenho o melhor desempenho do mundo em matérias com as quais não me identifico e cursei por obrigação, queria um TCC que mostrasse minha capacidade de resolução e a dedicação que sou capaz de entregar a um projeto. E, por isso fiquei viajando com frequência para fazer estágio no campo em um cidade vizinha. As vezes ficava sem comer, as vezes sentia enjoo durante a viagem, mas era sempre bom o papo com os funcionários humildes e inteligentes de lá.

Agora é hora de registrar e construir o TCC e ai surgem problemas. Parece que de todos os lados pessoas ficam intrigadas pelo meu interesse em pensar para escrever um TCC, ou pela minha necessidade de fazer de fato uma análise, de fazer questão de aplicar um conhecimento sem apenas replicar relatórios de outros profissionais.

Sinto que essa é uma oportunidade de mostrar para mim a profissional que me tornei. Durante o ensino médio fiz TCC’s usando relatórios de conhecimento de outras pessoas, não preciso fazer engenharia para tal. Agora quero e espero aplicar conhecimento de engenharia, agregando o conhecimento de veterinária e agropecuária, agronomia, conhecimento de empreendedorismo e negócios.

No mercado e na vida, as áreas, os conhecimentos e os projetos não são separados em estantes por setores. Tudo envolve tudo e um profissional que se propõe a resolver determinado problema deve estar preparado para aprender de tudo que for possível e necessário, sem restrições. É abandonar a superfície e mergulhar. Ir além, buscar oportunidades, sugerir soluções, metodologias, processos.

É isso que sinto falta. Pessoas dispostas a ir além, nadas na superfície não resolve. Trabalhos acadêmicos gastando papel, espaço de memoria sem utilidade alguma e todo mundo confortável, sendo financiado pelo dinheiro público sem dar retorno. Já está em tempo das instituições observarem seus critérios e seus princípios, tem práticas que precisam fazer sentido.

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Recebi até uma proposta indecente de fazer um resumo, que a galera da orientação finge que orienta, eu finjo que sei sobre o que eu estou escrevendo e os fiscais e a banca finge que leram. Mas não dá, tudo que vi funcionar assim durante a graduação e não foram poucas vezes, deixei pois se aqueles que são responsáveis por compartilhar conhecimento pensam assim e buscam o caminho mais fácil acima de tudo vou garantir aprovação e aprender por conta própria. E meu TCC é uma ótima oportunidade para tal.

Assumo a responsabilidade e os riscos. Se não alcançar o resultado desejado até o dia da apresentação repito, mais um semestre e faço outra vez. Mas não farei qualquer coisa nem de qualquer jeito. Tenho vergonha de depois de cursar engenharia, por muito tempo, com altíssimo grau de dificuldade, entregar um trabalho de qualidade inferior a trabalhos que fiz a dez anos atrás.

Espero que as metodologias ativas, os projetos aplicados e a proximidade de academia e mercado não permita que exista esses problemas no futuro. Felizmente tenho completado minha formação com atividades extra curriculares e através delas consigo me sentir cada vez mais engenheira e resiliente para suportar pressão e solucionar os mais variados problemas.

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Fatos com os quais NÃO me identifico

Passei um tempinho sem escrever e hoje já foi uma enxurrada de coisas boas, que animam, dá orgulho, animo para seguir e continuar fazendo. Mas, porém, todavia… Nem tudo é assim e sempre rola aquela bola fora da vez que não é suficiente para apagar o brilho do restante mas é um aborrecimentozinho suave.

Mais uma vez me vejo obrigada a desistir de algo que adoro por falta de profissionalismo e respeito na área. No setor de serviços, em relação ao esportes, como não há incentivo no país, por vezes os comerciantes e prestadores de serviço não se preocupam com qualidade e respeito com clientes.

E, frequentemente aquele argumento de apoiar, ajudar a crescer e espirito de equipe são usados a fim de justificar erros graves. Fui criada com disciplina e poder de decisão. Sou mulher sim e dona da minha vida, faço o curso que quero, frequento os lugares que me sinto bem, não dependo emocionalmente de terceiros, luto dia após dia pelo meu espaço.

Talvez a autonomia da mulher seja ofensiva para muita gente. Lamento muito e espero que acostumem-se, por que ainda não cheguei onde quero e espero me tornar ainda mais agressiva e meu trabalho maior e mais impactante. Nada do que faço é aleatório ou pouco pensando, tenho mil argumentos, dois mil planos e até mudo de ideias as vezes, com aprendizado, argumentação coerente ou necessidade.

Faço questão de respeito. Compromisso é compromisso. Se pago mensalidade se o prestador de serviço oferece um horário, deve ser cumprido. E nada justifica o constrangimento de ser avisada que foi combinada o cancelamento de treino, sem motivo sério, em uma situação que são apenas dois horários de treinos na semana.

Não sou profissional do esporte, sou empreendedora, apaixonada por esporte, adoro me dedicar e conseguir resultados da dedicação, sou competitiva e gosto de competir por prazer. Nunca ganhei um real que seja com esporte. Já investi muito mais no esporte. Sempre fui cobrada de desempenho pois sempre apresentei potencial e disciplina para me desenvolver.

Sou o tipo de atleta que o esforço é sempre claro, ainda que por vezes, condições externas de timidez, ansiedade, ou preocupação com outros compromissos prejudiquem. Mas hoje percebo um problema grave de falta de representatividade e profissionalismo no setor. Isso me afeta bastante, pois é com muito pesar que reduzo meus treinos.

Adoro treinar, quanto mais cansada mais satisfeita. Gosto de desafios dos maiores possíveis e me entrego completamente e continuamente. Já busquei o esporte individual por não encontrar equipes suficientemente comprometidas, mas mesmo no esporte individual, preciso mais do que tenho encontrado.

Escolhi uma equipe simples e humilde, pois nunca associei simplicidade com nada pejorativo. Fico decepcionada de perceber que em certos lugares uma coisa é usado para justificar a outra. Aqui é simples, o treino começa atrasado, um dia ou outro não tem, o treino de cedinho sempre cancela, frequentemente sem aviso prévio. Frustrante.

E, em outro contexto completamente diferente o mesmo problema apareceu. Orientação no contexto acadêmico. Regado de atrasos, desculpas, zero envolvimento e participação, cheio de procura um e outro, nada de resposta, muita desculpa e excesso de falsa humildade. Humildade é ótimo, mas não para justificar a preguiça de entender o problema, ler a respeito, buscar o próprio conhecimento como ferramenta de solucionar.

Me sinto batendo de frente com obstáculos grandes e antigos que impedem o importante progresso que acredito e batalho para alcançar. Não preciso de ajudas de faixada só para seguir o curso normal. Ou existe apoio ou nem tem conversa. Meio termo não me atende, figurantes não são bem vindos. E não tenho medo de falar. Penso muito, procuro não ser rude e nem por isso menos sincera.

Tenho pouco tempo, muitos sonhos e não posso perder tempo com convenções sociais inúteis. Não tenho tido férias, alguns poucos finais de semana que não estou envolvidas com projetos, trabalhos ou estudando para provas mas isso me enche de prazer. Adoro resultados, fico feliz de gerar impacto e ainda que sinta falta de ser mais humana as vezes, talvez um dia esse momento chegue.

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Enfim, mais um desabafo desse caos no quarto. Que reúne gratidões, insatisfações, sonhos e frustrações em busca de evolução e transformação. É bom ter tempo de refletir aqui e compartilhar alguns pensamentos. Sinto me privilegiada por ter tanta racionalidade em cada passo que, por vezes, me deixa agitada, sem dormir e preocupada. Mas é o que deixa minha consciência tranquila e satisfeita com cada passo.

Sei que essas coisas só me incomodam pois vejo potencial de melhoria e evolução. Não consigo deixar de querer lutar para isso. Acredito de verdade na múltiplas inteligencias e gostaria realmente de contribuir para a capacitação e o empoderamento das classes mais simples. Mas o respeito, o compromisso e a responsabilidade precisa ser um pilar e é absurdamente necessário a adesão de todos os envolvidos pensando nisso.

Tem certos setores da nossa sociedade que o preconceito é tão concentrado, que, não dá margem para dialogo. Sempre busco uma posição que legitime minhas escolhas sem que escolhas contrarias sejam rejeitadas, mas em alguns lugares minha liberdade é ofensivo, a liberdade de não estar a disposição. De não buscar relacionamentos em primeiro lugar. De ser absolutamente apaixonada por construir uma carreira profissional.

Não penso em tudo isso com uma decisão estática, para super longo prazo, mas para hoje, meu profissional é prioridade. O esporte é lazer, o que me faz extravasar e aguentar com menos sequelas o peso da rotina. E, no meu caso, um ser humano absurdamente idealista que me tornei recentemente, me é natural buscar socialmente pessoas idealistas e que defendam os mesmos ideais ou similares que eu. Hoje, isso é lazer para mim, esse é o social que busco.

Frequentemente sinto que de todos os lados há pessoas querendo vender padrões que não me encaixo. Nesse ponto, até reflito, até onde não sou também alguém que pratica coisas assim. Mas, em geral, busco entender os propósitos do interlocutor para conseguir entender onde as coisas se encaixam.

Atualmente tenho sempre em mente pessoas que podem articular com meus projetos, em algumas situações escolhi e convoquei sócios, busco ajuda de professores, ofereço ajudas quando julgo pertinente. E isso me faz desenvolver aquele olhar de RH sempre ponderando e entendendo os mecanismos por trás das decisões das pessoas e como elas lidam com fatos e outras pessoas.

Confesso que sempre tive interesse por psicologia e aplicar esse interesse em gestão parece um campo fértil. Mas, enfim, mais uma vez nesse espaço de muito caos o post começa em um assunto e termina em um tom brutalmente diferente. Coisas deste quarto, quase sempre em caos, mas nem por isso menos disposto a organizar o mundo.

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Virando motociclista raiz

Quando surgiu em mim o desejo de ter moto não sabia quase nada, não conhecia grupos, não sabia sobre marcas. E a medida que fui tirando a carteira, pesquisando preços e buscando aprendizado muita curiosidade e necessidade começaram a surgir. E, junto com isso a curiosidade por tudo aquilo que meus amigos que tinha moto faziam e os lugares que frequentavam.

E foi muito tempo e muita curiosidade assistindo e ouvindo falar de encontro de motos, vendo fotos, escutando relatos de viagens, comemorações e encontros de clube. Mas sou medrosa, aliado a isso a desculpa de sempre de pouco tempo disponível e, agora com vários anos de carteira sem nunca ter atravessado uma BR que seja.

Admito que sou do tipo mais medrosa possível. E sempre me assusto com oportunidades de novos caminhos apesar de adorar novas experiencias. Mas me preocupo muito com imprudência e esses acidentes perigosíssimos de moto que noticiam se por ai. Mas nem por isso a vontade de se aventurar estrada a fora se torna menor.

Me lembro de uma vez que quase viajei e só essa possibilidade me deixou absurdamente assustada e empolgada, mas sabe-se porque, o destino acabou colocando obstáculos e não aconteceu por problemas técnicos. Mas o interesse pelo aprendizado, a experiencia e um pouco de paisagens incríveis e vento no rosto sempre retorna a cada stories alheio com viagens e encontros.

E, um em especial estava cada vez mais recorrente e com um formato que começou a me instigar ainda mais. Há mais de um ano atrás, uma amiga entrou em contato pois viu um anuncio de macacão para atividade física na OLX, foi experimentar e não serviu, ela lembrou de mim e pensou que eu gostaria de ver o anuncio também. E não deu outra. Vi, gostei, comprei e o macacão está comigo até hoje. Mas, além disso, quem me vendeu é minha xará, Beatriz Coelho assim como eu, gosta de musculação, experiencias novas e tem uma fazer branca, quase uma gêmea da minha laranja e depois de comprar o macacão mantive um contato distante em redes sociais.

A Bia e bem agitada, meio topa tudo e está sempre divulgando o que faz nas redes sociais. Foi lá que comecei a ver sobre viagens de moto, encontros em outros estados, reuniões, lanches, clubes. E, como curiosa de plantão comecei a almejar tudo aquilo também.

Até que um dia, estressada com obrigações, querendo conversar com gente diferente, criar oportunidades e vendo publicações de viagens a locais próximos, criei coragem, na cara de pau. Falei sobre meu interesse e sobre meus medos de fazer essas coisas e a Bia garantiu que iria me chamar, que já teve medo também, mas o grupo de mulheres motociclistas que fazem parte é bem tranquilo, não haveria problemas.

Acreditei mas, as férias acabaram e não recebi nenhum contato. Até final do mês passado, que fui apresentado a todo calendário de eventos do resto do ano, comparei com a minha disponibilidade e o primeiro citado, que já era no final de semana, eu estaria livre, apesar de mil coisas a fazer, não tinha nenhum compromisso formal.

Bia’s + Fazer’s

E as meninas foram super atenciosas! Combinei com a Bia perto de casa, para aprender o caminho até o local do evento. Ainda não me aventuro pela cidade toda, só ruas principais entre onde moro e o centro da cidade. E próximo a hora marcada chegamos juntas e seguimos para o local do evento. O caminho foi super tranquilo e gostei demais da companhia.

Todos fretando com motos gigantes e caras

Chegando no evento fiquei surpresa com estacionamento. Adorei olhar em volta e ver a quantidade de motos e a variedade delas também. Conheci bastante gente e vi alguns amigos do Rugby, da engenharia e que moram perto de onde moro. Fiquei até tarde no evento, os shows não eram super animados mas não faltou música. E foi super legal conhecer a história das meninas e sobre alguns apertinhos que ninguém está imune.

Reza a lenda que o lanche no rolê é obrigatório

E não parou por ai. Ficamos no evento até tarde e combinamos o almoço do dia seguinte. As meninas Bia e Debora são fundadoras do The Litas Zona da Mata Mineira, para saber mais: https://www.instagram.com/thelitaszonadamatamineira/?hl=pt-br . E já tinham combinado de almoçar com as integrantes do The Litas Níteroi https://www.instagram.com/thelitasniteroi/?hl=pt-br que fizeram um bate volta para aproveitar um pouquinho da BR040 e da serra de Petrópolis.

Pra variar rolê, comida e mulheres motociclistas!

Ao chegar a Costelaria Curral já encontramos motos lindíssimas com os respectivos lencinhos amarrados! Cena linda! https://www.instagram.com/explore/locations/417006637/costelaria-curral/?hl=pt-br . E lá dentro encontramos as meninas e reforçamos o pedido de costelas que rapidinho chegou com cheiro delicioso e um gosto incrível! O almoço foi super especial, com mulheres de garra, sempre prontas para estrada, contando sobre suas aventuras.

Estréia na BR

Depois do almoço seguimos para Br040 para aproveitar o mirante e, no meu caso, para experimentar andar de comboio e na BR que foi agradabilíssimo diga-se de passagem. E de lá seguimos até o pedágio como batedoras das visitas que pegaram a estrada de volta prometendo voltar pra ficar mais e com convites para que retribuirmos a visita. Sem sombras de dúvidas que minha vontade de esticar os passeios aumentou. https://www.instagram.com/p/B17XpGLBhsS/

Mirante Br040

Engenheiros sem fronteiras

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Bom, desde o final do ano passado, quando me envolvi com o Hult Prize e comecei a entender um pouquinho de negócios exponenciais e de impacto social meu interesse em ideias afins só vem crescendo. Os desafios de empreender são grandes e, em alguns momentos precisamos esperar as oportunidades certas. Mas quando digo esperar não é algo estático.

Enquanto a oportunidade adequada não aparece, eu persigo a preparação e o aprendizado, nas varias áreas que faço parte. E com impacto social surgiu uma oportunidade de aprendizado incrível, na minha área de engenharia, aplicada em iniciativas para beneficiar comunidades e a população carente. E isso tem sido gratificante e agregador.

Sou bem iniciante nessa rede ainda e estou apreendendo sobre toda essa estrutura de apoio. Entrei em processo seletivo para o engenheiros sem Fronteiras Brasil que dá suporte técnico, de desenvolvimento, estratégico e gerencial aos núcleos locais e vem fazendo um trabalho lindo e inquestionável que por vezes ganha prêmios e incentivo em competições e ventos importantes no cenário nacional. https://www.instagram.com/esfbrasil/?hl=pt-br

Fiquei feliz por ter buscado o processo seletivo e conseguir entrar quando vi o trabalho de qualidade feito ali. Claro, é um trabalho que está se estabelecendo, nas etapas iniciais mas que tem tudo pra dar certo. E ali, consigo evoluir como engenheira, assumir responsabilidade e evoluir como cidadão de forma mais efetivas que outros lugares maiores, remunerados ou não. Dentro da rede existe muito suporte, em desenvolvimento, mas se continuar a passos largo da forma que está, em breve será uma estrutura absolutamente consolidada. Que bonito de ver!

Há instituições grande, privadas ou não, com fins lucrativos ou não, que não alcançam essa evolução e que tem limitações de engajamento e produtividade sem estrategia de resolução como o ESF, liderado por jovens, em geral, com limitações financeiras que estão tecnicamente em desenvolvimento mas, com dedicação e esforço prontos para superar obstáculos.

Mal entrei e já estou cheia de orgulho. É um iniciativa brasileira, que trafega em outros países, com parcerias de volume e com trabalho profissional. Uma ONG reconhecida no mercado, que aplica o conhecimento de circula nos corredores de universidade e ajuda quem precisa tornando os estudantes mais qualificados, permitindo engajamento e atuação social de empresários e profissionais.

Entrei, recomendo e que lindo aprender, evoluir e aplicar conhecimento ajudando. Uma imensa corrente do bem, que vejo estudantes trabalhando com proposito, engajados, onde transparência, clareza e legado para próximas gerações é priorizado. Como assessora técnica, atualmente, reúno material de projetos de núcleos para coletar informações, aprendizados e práticas que deram certo e condensar em um material para ser utilizado e ajudar a aumentar o impacto dos próximos multiplicando as melhoras iniciativas.

E que galera capacitada atuando junto. Todos absurdamente atolados de funções mas sempre buscando tirar um tempinho para não deixar nada sem fazer o que é importante para o projeto. E quando nos reunimos geralmente a conversa dura bastante tempo, são várias ideias, várias opiniões e todos motivados a buscar a melhor solução.

Tenho ficado cansada, sinto falta de férias livre, mais tempo para fazer os esportes que adoro. Mas fico muito feliz de me envolver com iniciativas como essa. Tudo que tenho participado em relação a impacto social me comove bastante e esse conhecimento é fundamental para oportunidade que almejo para o futuro.

A posição que escolhi acabou sendo a mais adequada possível tendo em vista que atualmente tenho trabalhado com projeto de biodigestor na startup e o programa de aceleração, então lidar com área técnica no ESF contribui com ideias e com a sistematização delas que é super agregador para minha formação e faz com que eu já esteja promovendo um trabalho que me capacita a atuar junto a rede.

No meu caso, por não ser uma equipe local nossas reuniões são sempre online, geralmente a noite ou finais de semana, de forma que não me onera em tempo para deslocamentos, atualmente isso tem sido importante pela limitação de tempo, mas espero evoluir no futuro para atuação local também.

Há na diretoria um alinhamento similar aos demais programas e diretores que mais tenho admirado. Respeito permeia a base de todas as relações e iniciativas, fundamentação para ação social e isso inclui respeito a cores, crenças, opções sexuais, gênero, ideias, da forma mais genérica e agregadora possível. Sempre valorizando liberdade, iniciativa, atitude e empatia.

Enfim, foi só para dividir essa descoberta, estimular quem tiver oportunidade de conhecer, participar, incentivar e apoiar. Se essa rede continuar se especializando e crescendo de forma acelerada e organizada poderá ser um grande formador de profissionais melhor que outras oportunidades menos dispostas a se atualizar e a entender demandas e necessidades de pessoas e lugares. Espero viver mais coisas boas e ter mais resultados positivos para compartilhar nos próximos meses.

Feliz com resultados, assustada com desafios

Alguns dias em completa correria com tudo, muito aprendizado, diversas oportunidades, sempre flertando com o novo. Mulher, motociclista, empreendedora, praticamente engenheira, esportista, idealista, quase não dá pra respirar! Mas não nego o orgulho absurdo por diversas atividades que participo atualmente, e é isso que dá energia para longas jornadas e diversas dificuldades.

Contei aqui sobre a ansiedade e preparação para viagem que faria. Bem, foi tudo incrível e absurdamente intenso. Até porque, esse semestre minhas sexta-feias já são bem agitadas e com a viagem emendada na rotina puxada ficou ainda mais apertado. Dá aula, passo em casa para deixar a moto e partiu rodoviária com malas, casacos e muitas ideias!

Fizemos e revisemos os planos, trajeto e planilha de gastos varias vezes, mas na hora H mesmo o tempo pareceu sumir. Vinte minutos até achar a saída da rodoviária, vinte minutos até alguém do 99 táxi aceitar a viagem até a USP. Não lavamos rosto, não usamos o banheiro e chegamos ao evento com aquela cara de oito horas de viagem, sem as roupas planejadas, sem arrumação mas empolgada por viver tudo aquilo ali disponibilizado.

Que graça ver aquelas pessoas que conversamos quinzenalmente em conferencias online! E que legal que sejamos tão capazes de formar vínculos assim de longe. E quantas pessoas experientes e inspirados presentes e envolvidas em todo processo. O primeiro dia, mesmo cansativo, foi super acrescentador e lisonjeante. Percebemos que as equipes no programa, de forma geral, tem ideias incríveis, execuções impecáveis e que honra fazer parte disso!

Gratidão de ações como o Programa AWC, que agrega todo o potencial e bagagem de dentro da USP, com professores e coachs, além de toda a credibilidade e ferramentas de fomento e incentivo a inovação. O instituto Tim que viabiliza de certa forma a questão financeira e logística para estudantes, em geral quebradíssimos, conseguires colocar ideias em prática e em teste.

Que bom que fui teimosa contra o argumento de falta de tempo e submeti esse projeto junto com amigas que rapidamente se empolgaram com a ideia. Felicidade por toda a energia que gastei em experiencias semelhantes em oportunidades anteriores que me capacitaram e permitiram que alguns gargalos desse projeto estivessem desde o inicio bem claros para minha equipe.

Muito orgulho de saber que uma equipe tão capaz, quanto essa que aderiu a minha ideia inicial, permitiu que eu pudesse aprimorar um primeiro projeto, agregar informações e aprendizados e tornar isso um desejo ambicioso. Sou suspeita para falar, mas espero muito que iniciativas e projetos semelhantes continuem nascendo e se multiplicando.

Que a automação e a tecnologia roube todos os trabalhos cansativos e degradantes e que as pessoas possam procurar postos de trabalhos criativos, com envolvimento social agregador, valorizando a cultura e a saúde. E cada vez mais tenho acreditado e trabalhado para isso.

E fizemos amigos, discutimos soluções, entendemos outros projetos, comemos bastante. Mal deu tempo de passear em São Paulo, entendemos o impacto do engarrafamento nos deslocamentos, tentamos preparas apresentações mas o cansaço foi mais forte. No hostel, em meio a gringos, brasileiros e alguns outros participantes do programa, apagamos bem cedo, sabendo que o dia seguinte acordaríamos cedo novamente.

O segundo dia foi sem defeitos! Foi maravilhoso começar a conversar com entusiastas de varias áreas, empreendedores e investidores. Recebemos feedback’s interessantíssimos, elogios, incentivos, perguntas desafiadoras. Que motivador conversar com gente interessada e agregadora. Que ótimo conhecer novos projetos e apresentar o nosso. Como saímos energizadas e aceleradas pensando em fazer por merecer todo aquele aprendizado e somar aquele grupo incrível. No link a seguir dá para ver a divulgação do instituto Tim desse dia de evento. https://institutotim.org.br/2019/08/20/awc-solucoes-sao-mostradas-a-players-do-mercado/

Depois de tanto aprendizado foi a hora de passear pela paulista, os 45 minutos de almoço correndo não contaram, não deu tempo de nada. E a volta para rodoviária foi uma aventura de metro engraçada. Mineirice total a admiração pelo metro, sua praticidade e economia. Acompanhadas de novos amigos e conversando alto sobre todos os acontecidos.

A viagem de volta foi igualmente longa e tranquila. E, como sempre digo, empreendedor não dorme, apesar do cansaço estava absurdamente conectada com todos os feedbacks. Energizada com os desafios apresentados. Preocupadíssima com a lista de material e o projeto do protótipo que nós foi sugerida. E, de certa forma orgulhosa por todo incentivo e elogios que recebemos e que se transformam em obrigação de fazer valer adiante.

Três semanas se passaram voando, de tantas reuniões, conversas com professores, leitura de TCC,s e busca por alternativas para embasar o projeto, justificar com dados de mercado e validações cientificas. A necessidade de adquirir um cliente, de estabelecer know how, passar credibilidade, adquirir mais e mais conhecimento, agregar tecnologias e encarar um mercado delicado e sutil.

Workshop II AWC 2019

Dentro da universidade temos professores extremamente dedicados que estão apoiando e incentivando de um jeito cuidadoso e protetor toda essa correria e loucura. Essencial a participação de professores da engenharia mecânica, sanitária ambiental e elétrica da UFJF. Assim como técnicos e outros professores como um professor do IF sudeste de agronomia que tem se correspondido com extrema boa vontade com nossa equipe e até amigos que se interessam pelos problemas que estamos buscando resolver.

E o desafio só aumenta que agora estamos almejando uma vaga no desafio internacional Hack Brasil. Feliz e infelizmente teremos uma realocação na equipe, por questões pessoais uma das 3 participantes da configuração inicial, com problemas na família não consegue se dedicar nessa etapa que estamos dedicando tanta energia e se afastou do projeto, que tem a cara dela é toda a empolgação que foi por ela dedicada, isso é chato. Mas surge oportunidade para um novo membro que tem suas habilidades e vivencias a agregar no projeto e isso é bom.

Agora, no comando do navio, vou tocar meu Trabalho de conclusão de curso, dona e responsável por tudo que acontece nele. Quero que seja uma ferramenta de revisão sobre o mercado que nos é de interesse, registrando todo o aprendizado que ganhei no estágio que fim na Embrapa em Coronel Pacheco, onde fui muitíssimo bem recebida principalmente pelos técnicos e trabalhadores que com toda a humildade possível compartilharam muito conhecimento e disposição.

Quero um trabalho de engenharia elétrica para ajudar o campo. Aplicando conhecimentos de eficiência energética, operação de maquinas gestão de processos e equipamentos e discussão de problemas e possíveis soluções. E, aproveitando para fechar com conhecimento que adquiri com a ajuda da nossa participante, agora afastada que mostrou muito conhecimento sobre rotina no campo e muitos conhecidos dispostos a falar do assunto.

E claro, alguns capítulos serão destinados a problemas e soluções para o biodigestor e soluções de energia renovável de forma geral. Sabe-se que a matriz de custo do produtor rural é uma importante ferramente frequentemente negligenciada e, aqui em Minas Gerais, a produtividade deixa a desejar se comparado a outras regiões e conhecimento deve ser colocado em prática para resolver isso, tendo em vista que aqui se produz muito leite, concentra grande parte da produção e que se desenvolver em produtividade, acompanhando resultados de outros estados pode ser absolutamente positivo para economia.

Mineiros em SP com o coach

Mais uma vez ressalto a paixão que sinto pelo empreendedorismo assim como a necessidade que tenho de fazer diferente e de buscar o melhor. Por vezes ouço falar da dificuldade de fazer diferente, mas sinto que não sou capaz de fazer igual sem proposito e sem perseguir melhoria e resultados maiores. Sou ambiciosa mas não almejo nada que atropele outras pessoas e não tenha em vista a necessidade ambiental e o impacto social. Quero crescer e crescer muito fazendo o bem! E quanto mais gente seguir por esse caminho melhor! Então vamo lá!

Ninguém me conhece, vô fazer a fofa

Shrek s2

Sou desses tipos de pessoas maquiavélicas que ficam matutando cada detalhe.E as vezes, acontece tipo hoje, depois de arquitetar tudo, volto e analiso, para descobrir o que isso diz de mim. E hoje essa análise desencadeou mais reflexão e, de certa forma surpresa. Tive até que citar esse cena de Shrek, filme, personagem e história que adoro, nessa cena que me representa.

5 dias antes da viagem já começa o ritual, mala escolhida e aberta, peças que não abro mão, no caso só duas lá dentro, comidas. E ai começa minha reflexão sobre clima, grau de formalidade do evento, o que os tons de roupas dirão sobre mim, que impressão causar a cada momento, que sapato, ficarei confortável, elegante, distraída.

E hoje puxei a linha de raciocínio que mais me agradou até então. Viagem longa, depois do dia todo pagando mico andando com mala na faculdade, oito horas em um ônibus, whatever, vestir qualquer coisa. 6 da matina, passamos no hostel, água na cara… eles disseram roupa velha. Mas não viajei 8 horas para vestir roupa velha. Então pegarei meu vestidinho elegantinho preferido, que já tá batido que é uma das poucas coisas menos informais que gosto e fechou. Se tiver tinta, azar, sentar no chão short por baixo.

Agora o pior, o que isso quer dizer. Em geral, detesto vestido. Não faço o tipo fofa, sou bruta, sou ogra. But, se ninguém sabe disso, a sonsiane bem finge de fofa. HAHA Sapatilinha, vestidinho, casaco branco? WHAT….CK?!!Quem não me conhece que compre! No dia seguinte mesmo já vem o choque de realidade, minha fofura jamais dura. E sempre acabo mostrando a motociclista bolada, lutadora, joga rugby, anda sozinha na madrugada, gato fofos e selvagens de rua apenas.

Mas, já aproveito para me justificar. Criar uma imagem de fofa inicial, serve para permitir que paradigmas sejam quebrados. Já que, na real, bem lá no fundo, fundo mesmo, achando petróleo tipo pré sal, eu talvez seja meio fofa. E como as camadas lá do Shrek, quem sabe não é a última? Engraçado é colocar isso no jogo quando posso escolher ser qualquer uma. Mas Froide explica?!

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Explica?

Isso ficou evidente dessa forma, que agora, já no final do curso, alguns cacoetes que me perseguiram toda essa jornada. Tenho um problema bizarro com timidez e não é linear ou qualificável. Em determinado momento posso subir em um palco e fazer uma apresentação demonstrando segurança total, ainda que nervosa. Em outros com uma pessoa só, ou com conhecidos de anos em uma sala, não consigo produzir um ruído que seja pois a voz se nega a se projetar.

Isso parece ruim, mas é como alguém que tem alguns dos sentidos comprometidos e acaba por desenvolver os demais de modo a suprir tal deficiência. A minha dificuldade de me manifestar me faz comunicar e ler o corpo e disso gosto bastante. E sempre tem sido assim. Todas as gonganas eu sou quieta, silenciosa, ninguém sabe sobre a minha voz.

Até que meu idealismo seja evocado. E que absurdo, nunca me considerei assim, nem vi quando isso surgiu. Mas se preciso for eu grito com quem vá de encontro as minhas causas. Eu defendo tudo que acredito com unhas e dentes. Sou clara, sou segura, sou assertiva. Só não vem com carinho, elogios, proximidade. Não sei lidar. Sério. Posso sair correndo misteriosamente.

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Enfim. só mais um contraponto desse caos. Em reflexões de uma segunda-feira a noite.

Parei, nessa coisa fofa
É muito linda, meia louca
Mas é boa é de endoidar
Zoin de gata siamesa
Eu vejo uma pessoa presa,
E a gente fica demente
Pedindo pra se arranhar

Falamansa

Turbilhão

Nem vi as férias passarem. Mas passaram e mais um semestre começou. Eram apenas duas semanas e foram duas semanas de curso de inverno, então estive na universidade esse tempo todo mais cedo do que o comum. Foi cansativo? Sem dúvidas. Mas valeu super a pena por inúmeros motivos. Fiz um curso sobre os desafios atuais e futuros da distribuição de energia elétrica ministrado em inglês, com todo conteúdo escrito em espanhol e muito voltado para programação. Surra de conteúdo em diversos sentidos.

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Fico feliz de ver alguns progressos ocorrendo pelo mundo e espero que saibam aproveitar por aqui também. Sempre acreditei que a universidade pública deve ser uma ferramenta de decisão para governo e autoridades. E com o devido planejamento, sem sombra de dúvidas, podemos reduzir problemas. Há uns 2 ou 3 anos atrás era isso que queria abordar no meu TCC, reunindo em um estudo características geográficas, sociais e da configuração da rede elétrica.

Na época não havia suporte, pois enxergavam mais obstáculos que incentivos. Aqueles professores que conseguiam enxergar algo similar nem sempre entendiam caminhos para executar um projeto assim outros nem percebiam utilidade. Bom, como são as ideias, seu encoberto, com nuvens carregadas, não choveu aqui, choveu em outro lugar.

Pelo menos aqui é fabrica interminável, até então, de muitas ideias e já estamos na próxima. Claro que assistir feitos ajudam a pipocar mais algumas e quem sabe em algum momento oportunidades novas apareçam. Mas além do conhecimento técnico na área, habilitei o meu Duolingo para aprender espanhol também, parece mais simples pela similaridade com português, um pouco de vocabulário sobre as palavras base que mudam pode me ajudar a compreender melhor.

Foram dois processos seletivos na ultima semana, um para o Engenheiros sem fronteiras Brasil, outro para o impact experience da Mckinsey, os dois bem relacionados a ONG e impacto social, assuntos que tenho me interessado e envolvido bastante por causa do Hult Prize principalmente. Que despertou a vontade de mudar o mundo para melhor e que ainda não passou.

To Change The World

A próxima semana provavelmente a correria será reforçada pois na sexta-feira viajo para São Paulo para o Workshop II e feira de soluções e tentamos entregar o máximo possível de informações e experimentos para conseguir mais contribuições e mostrar o quanto podemos levar de conhecimento e inovação. Colocamos a mão na massa com força semana passada e espero que esse ritmo aumente o permaneça o mesmo.

Estou ansiosa, não conheço São Paulo, adoro viajar com nessas condições, projetos pessoais, com companheiros de equipe que escolhi, para conhecer os participantes desse programa que estou envolvida à algum tempo já. A viagem é longa, já compramos as passagens e passaremos a noite de sexta inteira no ônibus, chegaremos de manhã cedinho.

Esse semestre, infelizmente, tive de optar por praticar jiu-jitsu apenas duas vezes na semana, o que para mim é completamente insuficiente, pois sou agitada demais e cansaço físico é um dos melhores inimigos da minha insônia. Para tentar mitigar isso entrei na natação três vezes na semana e estou adorando. Desafio novo, usando músculos diferentes, colocando o fôlego a prova! Acabei de adiar por duas semanas esse plano também, mas quero começar o forró para tentar me desenvolver no lado menos bruta, que também é importante.

Sinto falta do jiu-jitsu mais vezes, mas por complicações na organização da equipe não tive muitas opções. Lutas geralmente implicam em diversos problemas de conduta e machismo, espero que isso um dia melhore. E a rotina da faculdade, naquela esperança absurda de ser meu último semestre, estou com uma grade bem incomum. Aula 4 vezes na semana de manhã, 3 vezes a tarde e só 2 à noite. Falta encaixar o TCC e me encaixar no meu TCC atual.

Tenho andando absolutamente agitada e, o que é incomum, tenho falado demais. Fiz inscrição em concurso público, para o CREA-MG, não é o que mais quero para minha carreira no momento, mas com as dificuldades do mercado é sempre uma opção a explorar. Cada vez mas me vejo envolvida com planejamento e decisões estratégicas de mercado, ONG’s e afins, são desafios reais, de impacto que conseguem me motivar e engajar e realmente gosto.

Venho aprendendo constantemente sobre equipe, engajamento, cobrança, psicologia, mercado, marketing. Um pouco de tudo, nesse laboratório acelerado e agitado que é lidar com startups. Acho que nesse projeto especifico sobre biodigestores, estou aprendendo uma grande lição que diz respeito ao aprendizado através dos experimentos, protótipos e similares. Tenho sido uma chata no sentido de falar na cabeça das meninas vamos fazer, correndo, improvisando, com o que a gente tem. E sinto que estamos percebendo o efeito.

Minibiodigestor

Bem, como sou dessas pessoas que busca fazer de tudo o tempo todo, nessas momentos que o encerramento de um ciclo começa a se aproximar, a cabeça entra de certa forma em loop pensando em que caminho seguir. Vejo amigos tentando processo seletivo para dar aula de luta no Emirados, vejo as equipes que disputaram pau a pau com minha equipe no Hult Prize no castelo em Londres, vejo os empreendedores em São Paulo, BH, os concurseiros pelo país também. E, sinceramente, não faço ideia de onde vou parar. Muita gente saindo do país, outros ficando, uns casando, outros enriquecendo, alguns entrando em depressão também.

Uma grande preocupação que tenho diz respeito a perder liberdade, independente da escolha que fizer. Me preocupo muito em optar por buscar um país de cultura machista que minha liberdade seja ainda maior, que me limitarem por ser mulher seja permitido e incentivado. Essa deve ser uma das poucas limitações que percebo, mas nem por isso menos importante.

Muitas perguntas, muita informação, muito trabalho nesse mundo de caos, desse pequeno quarto, entulhado de pensamentos e interesses. 

So you can keep me
Inside the pocket of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
And you won’t ever be alone
And if you hurt me
That’s okay, baby
Only words bleed
Inside these pages you just hold me
And I won’t ever let you go
Wait for me to come home

(Photograph
Ed Sheeran)



Caos que não cabe mais no quarto

Não é a primeira vez que me incomodo com o fato de estar no mesmo lugar de sempre, desde 2 anos de idade. Mas a cada vez que esse incomodo volta, volta maior. Um pouco pela experiência que só aumenta e com ela a vontade de independência e escolhas que a casa dos pais nunca permitem. As vezes até pelo conflito de ideais de gerações.

O problema não é exatamente com o quarto. Apesar do caos ele comporta tudo que lhe é ofertado. O conflito surge no redor. Música em horário de estudo. Conversas altas em diversos horários. Hora para sair. Hora para chegar. Satisfações, controle, obrigações e nenhum direito. Nada fora do comum, o habitual, que talvez por ser habitual seja tão cansativo.

É como se a convivência só existisse no conflito. Falta a conversa, contar o dia. Aconselhar, criticar, rir do que deu errado. Mas o contato só acontece para saber porque demorou, onde estava, se passou em tudo. Porque não faz concurso? Quando vai achar um emprego? Até quando vai ficar trabalhando de graça? Vai gastar com startup outra vez?

De repente eu me descobro saindo do quarto durante a madrugada para ver filme ou série em inglês sem ser julgada. E nem é, atualmente, para mim, com objetivo de entretenimento, apenas pela necessidade de exercitar e aprimorar o inglês absolutamente necessario para minha carreira independente de qual seja.

Nos meus últimos quinze dias, meus diálogos mais longos, fora o de trabalhos e assuntos das startups com a equipe, devem ter sido com gatos. Talvez seja um sinal claro de que devo buscar novos grupos, hobbies, atividades, amigos. Talvez é só mais uma etapa de transição que mexe com minha forma de lidar com tudo.

Estou sob pressão, ansiosa, extremamente ansiosa por me formar, por fazer negócios darem certo. Dois, pelo menos dois. Em áreas diferentes envolvendo conhecimentos e pessoas diferentes. Sem abandonar minha área de formação, todo o calendário e obrigações normais que estão associados a ele.

E junto a isso vem as línguas que preciso desenvolver, a capacidade de usar softwares, de me vestir melhor, de me maquiar melhor, de comer melhor. Claro, ainda quero estar com o corpo em forma, com ótimo condicionamento físico e para isso tenho que ter dinheiro. Dinheiro também necessario para readequar meu guarda roupa as necessidades atuais. Ok, falta multiplicar dinheiro de forma licita então!

Sem contar que tenho uma pilha de livros que quero ler, um que comecei ano passado, curto, sobre psicologia do esporte, interessantíssimo e o tempo não me deixa terminar. Outro que peguei emprestado, sobre Uber e Airbnb, super quero ler, mas que horas? E o inglês que estou apaixonada por tudo que evoluir e não posso perder esse aprendizado.

A pressão de administrar e gerenciar equipes, com clareza, disciplina, se atentando aos detalhes. Tenho que entender e interpretar a necessidade de todo mundo, agir de forma a motivar sem pressionar mas não posso deixar a produção de resultados cair. Mas quem me motiva e incentiva no dia a dia? Quem que percebe o que eu preciso? Quem me ouve?

Devo estar gastando mais calorias tentando exercitar meu bom humor que meu corpo. Espero que esteja funcionando, gente mau humorada é um saco! E, já estou buscando hobbies novos, marcando conversas com amigos para oxigenar a alma e pensar com calma nas possibilidades. Depois de tanto tempo de universitária, perder esse título gera aquela insegurança.

Claro que quero imensamente formar e pretendo me dedicar a isso. Mas é cada frio na barriga de saber como anda o mercado. Que vão julgar minha idade, fluência e quantidades de línguas que falo. Mas sei também que me desenvolvi muito como profissional no último ano, que precisei aprender a tomar atitude, buscar contatos, estimular ideias e colocar as coisas realmente em prática.

Hoje conheço mais pessoas, empreendedores, professores, bons alunos e pessoas que gostaria de levar comigo e que chamaria para futuros trabalhos. Tive experiências negativas também, pessoas negativas, machistas que não lidam bem em grupo. Tudo grandes aprendizados que contribuíram muito para minha evolução.

Acredito também que sempre busquei e, de certa forma, evolui nesse sentido, de saber domar meu instintos. Buscar reagir menos, esperar reação, tentar ser paciente com os limites do outro. Tenho a personalidade forte, uma tendência fortíssima para ironia e deboche que preciso controlar. Mas estou sempre tentando mapear esses pontos e usa-los de alguma forma positiva.

Quartos, Caos, Interior, Bagunçado, Bagunça, Pedaço
Caos em um quarto aleatório

E enquanto escrevia recebi um chamado. Bate papo com amiga na quinta. Talvez curso nas duas próximas semanas em inglês. Se tiver vaga, se alguns estudantes que deram o nome faltar. Descobrirei. Mas faz parte do plano, sair do lugar, tentar coisas novas, tomar atitude. Que se o mau humor chegar não tenha espaço para ele.

Intensidade & mau humor a gente vê por aqui

Talvez minha melhor e pior qualidade. É devido a ele que sou capaz de me superar, de ir além, de aprofundar nos assuntos, nas demandas. É por causa dela que falho em determinadas coisas em detrimento de outras. É essa intensidade que não me deixa dormir. Que me faz ter empatia, que me faz sentir por outros. Que me dá energia para ir ao extremo. Que me tira energia.

Essa semana estou de ressaca. Mas não bebi, não fumei, nem ao menos passei noite em claro. Apenas fui intensa nos projetos que desejo entregar. Nas criações, nas metas, nas expectativas. E isso tudo me deixou em um estado que pré suponho semelhante a ressaca. Porque sou intensamente certinha demais para ter de fato vivido uma ressaca. Tédio.

Dá vontade de sair agora e encher a cara. Mas na cabeça de uma criança juvenil logo vem e falar o que em casa. Chatice. A única que respeita prazos, a única que tenta chegar no horário, que não desmarca, não fura… Pra levar bolo! Para encontrar gente que enrola de A a Z. Tem dia que dá vontade de morar numa bolha, sozinha, de preferência sem vizinho.

Até meu gato é abusivo. Argh. Meio mundo é machista. Meio mundo fala blábláblá de dinheiro não trás felicidade mas só vai me tratar como gente o dia que tiver salario. E dai que você doa seu tempo, energia e planejamento em projeto social, deu dinheiro? E se você trabalha em algo inovador, tenta inspirar pessoas, criar, quebrar paradigmas… Dá dinheiro?

Preguiça de gente mesquinha, gente igual, fazendo coisas iguais. Cansada desse frio, de casacos, pele ressecada. A cada passo ter que lidar com receio de todos. Tem hora que eu não consigo mais motivar todo mundo. As vezes dá aquele surto de ser humano. Só isso. As vezes sou humana. Soa estranho mas é real.

Chimpanzé, Sessão, Triste, Mamífero, Retrato, Primaz

As vezes o golpe pega e dói. Tem hora que a paciência vai embora e eu não consigo mais tolerar o atraso, o treino desmarcado, a grosseria, a brincadeira. Também não quero remediozinho homeopático e blábláblá. Queria serviços de qualidade, compromisso, comprometimento e o melhor dos doce deleite EMPATIA.

Para não dizer que aqui se vive vida de instagran. Aqui vai meu surto de rebeldia. Só hoje. Um desabafo para ver se espanta o stress. Que férias real, não tem. Meus compromissos na universidade continuam agora sem alguns professores que podiam ajudar e sem RU para ajudar a matar a fome. Saudade de viajar de férias, com amigos e sem responsabilidades.

Saudades de treinar pesado com a alma leve. Saudade de não ter agenda. De não ter Whatsapp. Sempre planejei envelhecer com alma de criança. Mas… já foi mais fácil! Devo estar precisando de um estágio numa creche. Como pode exigir tanto esses semestre finais. E não parece questão de exigência, que já fiz muito mais em outros semestres. Eu simplesmente não tenho mais resistência.

E a velha mania de abraçar o mundo. Aqueles ideias românticos. Estereótipos. Gentil, simpática, de bem com a vida, ajuda os amigos, preocupada com a família. Grrrrrrr. Hoje não. Só hoje não. A musculação de hoje é não falar o que pensa. Não responder. Apenas sorrir. Xingamentos manter em segredo. Objetivo de hoje: manter a paz.

Mamífero, Gato, Animal, Vida Selvagem, Natureza

Enfim. Destilado veneno, amanhã estarei um amorzinho novamente… Será?

Sistema 3

Foi amor a primeira, segunda, terceira… até a 75º vista. Três módulos de 25 aulas cada. Começamos em dezembro do ano passado, em uma turma lotada, com 8 pessoas. Quando fui conhecer, antes de nivelamento, antes de saber que eu iria iniciar o curso, com a preocupação de ter que viajar para fora, fiquei completamente encantada com tudo.

Primeiro o clima do local, tanto pela simpatia do pessoal que vi trabalhando, com sorriso no rosto, leve, fazendo brincadeiras. As paredes com desenhos, em todo lugar escrito: aprender rápido para viaja mais, travel, love. A ideia de personagens e jogos durante a aula, a gente se perguntava como isso poderia ser.

E tudo isso parecia com a nossa startup, nosso ideais e diversas coisas que acredito. De aquecer o coração ver uma iniciativa tão bonita dando certo. Me faz acreditar na educação e querer construir algo transformador em diversos setores do aprendizado. E ano passado, eu ainda conhecia muito pouco.

No inicio do primeiro módulo os alunos são de alguma forma nivelados, com estruturas básicas, frases que se encaixam em muitos contextos, vocabulário voltado para viagens, entrevistas e resolução de problemas. Eu já conseguia perceber que aquilo era exatamente o que eu precisava, o inglês na ponta da língua, me fazer entender e passar mensagens.

Como nessa época a turma está engatinhando no conhecimento da língua, os jogos, mimicas e discussões divertidas são essenciais. A experiência dos professores em conduzir diálogos, mostrar interesse e despertar assuntos também é um show a parte. As polêmicas são conduzidas com graça e leveza de modo a ser divertido e não gerar inimizades. Importante no mundo de hoje.

Nessa primeira etapa rimos muito de situações cotidianas, as contribuições dos colegas de turma são muito importantes. Diversos pontos importantes da gramatica e erros recorrentes estão claros para mim agora, por causa de alguma história engraçada de alunos ou professores. Brincamos com sotaques, histórias de filmes, de dia-a-dia do trabalho. E, três horas passavam em um instante.

No primeiro módulo, que fiz na parte da noite, eu estava de férias da universidade e o peso da rotina eram as atividades da startup e planejamentos de viagem, reunião, futuro do projeto. Não era leve, eu com frequência estava preocupada e de cabeça quente mas eram esforços convergentes, para a mesma necessidade.

Então encerramos o primeiro módulo, preocupadas com recurso para viajar, preocupas com apresentação em inglês, responder perguntas, fazer networking. Mas deu tudo certo! Foi difícil lidar com línguas diferentes na realidade, sem tempo de improviso, com receio de errar. Mas foi sem dúvida um exercício incrível.

Abriu completamente a nossa cabeça para o impacto que podemos ser e levar, sobre a necessidade de se comunicar e principalmente, foi uma demonstração clara que podemos ir longe, que podemos sonhar além das fronteiras do nosso país e me trouxe um desejo imenso de conhecer mais e mais.

E, nesse ponto o Sistema 3 foi mais que uma escola de idiomas. Uma metodologia de educação inovadora, que aposta na cultura, no estimulo e despertar do interesse pela arte, por outros povos, discussões sociais. O primeiro módulo começa voltado para o pessoal mas vai abrindo o leque. E durante as interações surge o interesse pelo outro, a curiosidade, um convite natural a empatia. Realmente muito mais que apenas aulas de idioma.

Ao voltar de viagem, com diversas coisas para contar, sobre alimentação hábitos, dificuldades de comunicação, sonhos, desejos e curiosidades. Mas uma vez não podíamos estar em um lugar melhor. Mudamos de turno, para manhã, que acrescentou o obstáculo do mau humor matinal, que foi facilmente driblado pelo prazer de estar ali.

Quanto incentivo e apoio recebemos de toda a equipe do Sistema 3 e que força isso representa. Uma referência que iremos levar com a gente sem sombra de dúvidas. Sobre a metodologia de capacitação de professores, o marketing e a sutileza de defender e apoiar grandes causas sem agredir outras.

E junto com esse momento da nossa carreira como empreendedoras coincidiu do começo de certa autonomia no aprendizado do segundo módulo. Nessa etapa você já consegue ter em mente a metodologia de formação de palavras, você já arrisca uma estrutura diferente, começa a trazes palavras fora do vocabulário mais clichê.

Essa turma de módulo 2 tinha cinco alunos e a gente já tinha liberdade de discutir politica, economia, falar de outros países. Sensacional o nível das conversas, a descontração, o respeito. Me agregaram como pessoa, como profissional e o inglês que era o objetivo, um desejo imenso, virou mais um presente nessa convivência agradável.

Em termos de rotina, foi bem mais puxado, já que conciliar 9 horas semanais com a rotina de engenharia, com programa de aceleração de startups, projeto de TCC. Mas a recompensa, de certa forma, sempre foi instantânea, já que dia após dia a gente se arriscava a falar mais e usar tempos verbais, errando, mas tentando e aprendendo com os erros.

O terceiro módulo já pegou final de semestre, problemas de equipe em uma das startups, o inicio da segunda startup, uma rotina completamente conturbada. Mas nada disso comprometia a graça e a diversão das aulas de inglês. Nesse momento já não tinha mascara nenhuma, já havia ficado absolutamente claro gosto e personalidade de todos os envolvidos.

A gente já discutia absolutamente tudo. Emprego, desemprego, desenvolvimento, socialismo, capitalismo, opção sexual, medicina. E sempre no mesmo ritmo, começava uma discussão suave, mostrando argumentos, a medida que a gente ia se envolvendo a história ficava mais complicada de tempos verbais e vocabulário, a gente apelava para o português e depois tinha que sair da zona de conforto e quebrar a cabeça para voltar para o inglês.

Que experiência incrível! Que gratidão por todos esses momentos. Eu nem imaginava que o inglês seria apenas a cereja do bolo no meio de tanto aprendizado. Atuaram nas minhas motivações mais internas, me incentivaram, me inspiraram e tudo com leveza, boa vontade, EMPATIA! Que prazer ter conhecido e feito parte de um projeto tão apaixonante. Que admiração pelos envolvidos.

Números que ilustram um pouco desse aprendizado

E, acima, para responder a pergunta que provavelmente vem a mente da maioria. E agora, estou fluente em inglês? HAHA Bom, na verdade, não sei. Mas o teste acima mostra que estou bem melhor em entender e ler. Ultimamente quando estou absurdamente irônica e afrontosa, procuro não falar com ninguém nesses momentos, mas minha cabeça está xingando em inglês.

Sai de uma posição de profundo desconforto com a dificuldade de aprendizado da língua e limitações em relação a inibição. E hoje, me sinto capaz de aprender, assisto filmes e séries com áudio e legenda em inglês, espero em breve usar só o áudio em inglês, e vou buscar, agora por conta própria, continuar evoluindo, que essa autonomia o Sistema 3 me entregou.

Espero que os projetos que tenho me envolvido me proporcionem mais viagens ao exterior, e que com eles eu possa evoluir e levar todo esse aprendizado a teste. Eu espero de coração que mais iniciativas e projetos semelhantes continuem a surgir, já que vou adorar viver em um ambiente onde aprender não tem que ser trabalhoso e cansativo e pode ser extraordinário como foi minha jornada no Sistema 3.

Visto a camisa do que acredito.